ÁFRICA & DIáSPORA / Quinta, 23 Junho 2022 16:37

Conheça Bela Malaquias, única mulher líder de partido em Angola

As eleições no país africano estão agendadas para agosto deste ano e a jornalista, advogada e militante deve ser a única mulher a se candidatar na corrida presidencial

Texto: Redação | Imagem: Reprodução/ Plataforma Media

Imagem de Bela Malaquias. Ela é uma mulher negra.
Introdução:

As eleições no país africano estão agendadas para agosto deste ano e a jornalista, advogada e militante deve ser a única mulher a se candidatar na corrida presidencial

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Texto: Redação | Imagem: Reprodução/ Plataforma Media

As eleições em Angola ocorrem no mês de agosto deste ano e o país africano pode ter Bela Malaquias como sua única representante feminina a disputar a corrida presidencial. A política é a única mulher atualmente a liderar um partido no país e pretende se candidatar à disputa com intenções de ensino gratuito e de qualidade para todos entre suas propostas.

Florbela "Bela" Catarina Malaquias é a líder do Partido Humanista Angolano (PHA), legalizado no dia 28 de maio deste ano com o lema “humanizar Angola”. O partido é o 13° que poderá concorrer às eleições de 2022. Os setores de saúde e educação são os principais temas do novo partido político.

"Eu caracterizo-me como uma cidadã preocupada com os destinos do país. O país não está como deveria estar, porque tem todas as condições materiais e humanas para estar numa condição diferente daquela que nós estamos a observar", disse Malaquias em entrevista à DW África.

Quem é Bela Malaquias?

Florbela Malaquias, 63, nasceu na província de Moxico, em Angola, no dia 26 de janeiro de 1959. Além de jornalista e advogada, foi também militante da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), considerado maior partido da oposição no país.

A advogada também foi combatente do FALA (Forças Armadas de Libertação de Angola), braço armado da UNITA durante a guerra civil angolana que durou de 1975 a 2002. A UNITA lutou contra o Movimento Popular para a Libertação de Angola (MPLA), de viés comunista e que passou a controlar grande parte do país após a independência angolana de Portugal.

A militante também foi jornalista na Voz da Resistência do Galo Negro, ligado à UNITA, e também na Rádio Nacional de Angola, sendo um dos destaques. Mais recentemente, em 2019, Florbela lançou o livro “Heroínas da Dignidade”, em que relata suas memórias e experiências no Jamba, antigo quartel-general da UNITA fundada por Jonas Savimbi, o qual descreve como um tirano e assassino, sobretudo em relação à violência contra as mulheres.

De acordo com informações da DW África, o Partido Humanista de Angola deve entregar nesta quinta-feira (23), ao Tribunal Constitucional, a sua candidatura às eleições.

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