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Texto: Pedro Borges / Edição de Imagem: Pedro Borges

Evento marca a posse de Nathália Oliveira e Sheila Carvalho, presidenta e vice-presidenta da nova gestão do Conselho Municipal de Políticas de Drogas e Álcool (COMUDA)

Entre os dias 2 e 3 de Dezembro, é realizada a IV Conferência Municipal de Políticas Públicas sobre Drogas. O encontro propõe uma reflexão sobre política de drogas a partir das perspectivas de raça e gênero e envolve temas como encarceramento, direito à cidade, redução de danos e violações de direitos e territórios.

Nathália Oliveira, presidenta do COMUDA e integrante do Centro de Convivência É de Lei, explica o cuidado na montagem da programação e apresenta expectativas positivas acerca do encontro. “Trouxemos especialistas de outros estados para debater o que existe de mais atual nas discussões sobre política de drogas. Com isso, esperamos que os delegados tenham subsídios de alto nível para construir e deliberar um documento norteador para as políticas da cidade a serem apresentadas para a próxima gestão que se inicia”.

As atividades começam no dia 2 de Dezembro, sexta-feira, a partir das 14h, com o diálogo sobre encarceramento e política de drogas. A mesa será composta por Dartiu Xavier, do programa de Orientação e Atendimento a Dependentes – Unifesp, Eduardo Ribeiro, Iniciativa Negra por uma Nova Política sobre Drogas, Helena Fonseca Rodrigues, FioCruz, e Michael Mary Nolan, Instituto Terra, Trabalho e Cidadania – ITTC. A mediação da mesa fica com Fernanda Soncini, Assessoria Especial de Políticas Públicas sobre Drogas – SMDHC.

Das 16h15 às 18h15, a proposta é refletir sobre Pesquisa e Fortalecimento da Intersetorialidade na Política de Drogas, com Brand Arenari, autor da pesquisa “Crack e Exclusão Social” pela Universidade Federal Fluminense, Luana Malheiro, Projeto Corra pro Abraço, Francisco Bastos, Fiocruz, e Rafael West, Senad. A mediação será feita por Maria Angélica de Castro Comis, Assessoria Especial de Políticas Públicas sobre Drogas (SMDHC).

convite conferencia drogas

A partir das 19h, começa a abertura oficial do evento, com Fernando Haddad, prefeito da cidade, Felipe de Paula, Secretário Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo, e Nathália Oliveira, presidenta do Conselho Municipal de Políticas de Droga e Álcool - COMUDA.

Depois da mesa, entre as 20h e as 21h, dá-se início à cerimônia de posse da nova presidência do Conselho Municipal de Políticas de Drogas e Álcool (COMUDA). O órgão é responsável por propor a política municipal de prevenção ao uso de drogas e desenvolver programas que visem o atendimento da pessoa em situação de uso problemático de substâncias psicoativas.

Nathália Oliveira apresenta alguns dos pontos norteadores na nova gestão. “Queremos continuar apontando ao município a importância de se olhar as políticas de drogas para a cidade em uma perspectiva intersetorial, com especial atenção para a concepção de que quanto mais se investe em direitos, mais diminui-se vulnerabilidades. Também gostaríamos que as experiências que tem como eixo os princípios da redução de danos recebam maior investimento e possam ser aperfeiçoadas por todo o município”.

A votação para a escolha de nova gestão aconteceu no mês de novembro, entre os conselheiros do COMUDA. Nathália destaca a importância de duas mulheres negras ocuparem esse espaço e estimularem um olhar a partir da perspectiva racial. “Os principais efeitos da guerra às drogas recaem majoritariamente sobre a população negra, seja em um maior número de pessoas que estão em situação de alta vulnerabilidade social com a soma do fator de uso problemático de substâncias, seja em situação prisional por pequenos delitos relacionados a drogas”.

No sábado, dia 3, as atividades se iniciam às 9h30, com Cristiano Ribeiro Vianna, Associação Sabiá/Cidadania Rodante, Denis Petuco, FioCruz, e Nathália Oliveira. Os pontos do diálogo serão: direito à cidade, redução de danos, violação de direitos e territórios. Depois do almoço, as pessoas se reúnem para uma discussão a partir de diferentes eixos e às 16h30 dá-se início à plenária final.

A médica, pesquisadora e fundadora da ONG Criola, Jurema Werneck, analisa a relação entre a saúde da população negra no Brasil e as desigualdades raciais no país, durante o evento "A Casa Grande surta quando a Senzala vira médica?", realizado na Faculdade de Medicina da UERJ pelo Coletivo Negrex.

 

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