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Formação é proposta por Raquel Barreto, doutoranda sobre o tema na UFF. Os Panteras Negras foram uma das principais experiências políticas da comunidade negra da segunda metade do século XX.

Texto / Pedro Borges
Imagem / Divulgação

Entre os dias 28 de Agosto e 1 de Setembro, a partir das 15h de cada dia, ocorre o curso de formação sobre o partido dos Panteras Negras. As inscrições podem ser feitas no horário de início das atividades e acontecem na sala 1, no 5° andar do Campus de Gragoatá, da Universidade Federal Fluminense (UFF).

O curso, pensado por Raquel Barreto, doutoranda sobre o tema na UFF, tem uma proposta didática diversa. A pesquisadora apresenta o tema por meio de aulas expositivas, vídeos, entrevistas e documentos históricos do partido para refletir sobre a atuação dos Panteras Negras.

Durante a formação, Raquel foca na história do partido de 1966, data de fundação, até 1974, momento em que os Panteras Negras tinham ações políticas a nível nacional e internacional.

A pesquisadora destaca a importância de se debater o legado dos Panteras Negras neste momento histórico.

“É importante conhecer e discutir experiências históricas e projetos políticos emancipatórios, anteriormente formulados, que confrontaram problemas parecidos e tentar entendê-los, aprender de seus erros e acertos. Ainda que o mundo que vivamos seja diferente do mundo no qual o Partido dos Panteras Negras surgiu, há aspectos estruturais que se mantém semelhantes, como a violência policial contra as comunidades negras no Brasil e nos EUA e políticas repressivas de combate às drogas”.

O evento faz parte da 5° Semana de História da Universidade Federal Fluminense (UFF) e as inscrições são gratuitas.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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