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Estrutura faz parte de projeto da Feira Preta e terá produção de conteúdo digital, arte e gastronomia

Texto: Guilherme Soares Dias | Edição: Nataly Simões | Imagem: Divulgação/Terra Preta Produções

Os empreendedores negros da cidade de São Paulo agora têm um lugar de conexão, produção de conteúdo, capacitação e vendas de suas produções. A Casa Preta Hub, aberta oficialmente no domingo (27), possui 530 metros quadrados e 13 salas compartilhadas no centro da cidade, com acesso à internet, salas individuais, estúdio de audiovisual para gravação de música e podcasts, cozinha industrial para gravação de programas de gastronomia, impressoras 3D, biblioteca, ambiente de loja compartilhada e uma galeria de arte com obras de artistas negros.

O espaço é um projeto antigo de Adriana Barbosa, criadora da Feira Preta, que já geriu um espaço parecido entre 2010 e 2013 na Vila Madalena, bairro da zona oeste. “Botei na cabeça de que precisava ter um lastro físico. Passava todos os dias e via placa de aluga-se. O proprietário não queria locar para uma organização social. Na insistência, locou”, conta.

De dezembro de 2019 até fevereiro de 2020 o local passou por reformas. Uma chuva forte fez com que parte do trabalho se perdesse. Com o começo da pandemia, o sonho foi adiado até se tornar espaço de produção de conteúdo. “Pretendemos fazer criação, produção, distribuição e consumo. Apoiar os empreendedores a criar conceitualmente. Produzir, escoar por meio de loja e cozinha compartilhada, estúdio de podcast e vídeo. Ou seja, segue o fluxo completo da jornada do empreendedor desde criar o produto até escoar sua produção, além da formação para cursos”, ressalta Adriana.

Inicialmente um espaço de produção de conteúdo, a Casa Preta Hub será aberta para o público que poderá ter acesso a livros, gastronomia e artes plásticas. Já os empreendedores vão poder compartilhar da mesma rede de fortalecimento. “Se quiser gravar episódio de podcast e não souber, temos pessoas que podem dar conta. Vamos ajudar a ter acesso a prestadores de serviço de mão de obra para essas produções”, explica a idealizadora.

No térreo há uma loja colaborativa, café e espaços que podem ser ocupados por empresas como escritório, além dos estúdios de podcast e de vídeo. Uma sala de leitura fica disponível para os visitantes assim como obras na Diaspora Galeria. No segundo piso, uma cozinha para aulas, um escritório compartilhado e um espaço para cursos e formações.

Serviço:

Casa Preta Hub

Endereço: Avenida 9 de julho, 50, Anhangabau, São Paulo.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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