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Percentual passou de 26% para 27% entre 2011 e 2016, segundo o Ranking Universitário Folha (RUF)

Texto / Redação | Imagem / Agência Brasil | Edição / Simone Freire

A presença da população negra (autodeclarados pretos e pardos) ficou estagnada entre os 10 melhores cursos universitários do país, segundo o Ranking Universitário Folha (RUF), divulgado pela Folha de São Paulo, nesta segunda-feira (1).

O levantamento analisou dados do Censo da Educação Superior, do Ministério da Educação, de 2016. Entre os dez cursos mais bem avaliados e com melhor reputação, a presença de negros foi de apenas 27% em 2016 ante 26% no ano de 2011.

Na avaliação individual de cada curso, a proporção varia a cada carreira. A com menor inclusão é a de Comunicação, com apenas 4% de negros matriculados nos melhores cursos. Propaganda e Marketing aparece na sequência, com 12%. Na sequência aparecem os cursos Moda (17%), Engenharia Mecânica e Engenharia Química (18%), Engenharia de Produção (19%), Odontologia e Economia (20%), Engenharia de Controle e Automação e Engenharia Ambiental (21%).

Dos 400 cursos que fazem parte do Top 10, 64% são de universidades federais, 25% estão em estaduais e 13%, em particulares. Dessa forma, segundo a Folha, o retrato racial identificado não reflete apenas o resultado da Lei de Cotas, que incide nas federais.

Para além do Top 10, outras carreiras importantes, e que não tem presença expressiva de negros, segundo o levantamento, são: Arquitetura e Urbanismo (21%), Administração e Direito (23%), Psicologia (24%), Relações Internacionais (26%) e Medicina (27%). A maior inclusão é em Serviço Social, que tem 50% de alunos negros, seguido de Enfermagem (41%) e Pedagogia (40%).

Para mensurar a inclusão nos melhores cursos, a reportagem da Folha separou apenas os dez mais bem colocados de 40 carreiras no RUF, que leva em conta indicadores educacionais oficiais, como o Enade, além de pesquisas Datafolha sobre ensino e mercado de trabalho.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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