Embora a Academia seja um lugar fundamental, estratégico e importante, a literatura produzida por homens e mulheres negras ainda é negligenciada

Texto / Simone Freire | Imagem / Reprodução

A contribuição intelectual de homens negros e mulheres negras no Brasil é vasta e está presente em todas as esferas do conhecimento nas ciências humanas, exatas e biológicas.

Abdias do Nascimento, Clóvis Moura, Lélia Gonzalez, Beatriz Nascimento, entre tantos outros, são alguns dos nomes que deixaram um legado rico para entender a sociedade e o mundo como um todo.

Mas, embora a Academia seja um lugar fundamental, estratégico e importante, a literatura produzida por homens e mulheres negras ainda é negligenciada em escolas do ensino básico ao médio, bem como no ensino superior.

Para tentar romper minimamente com este estigma, o Alma Preta selecionou alguns pensadores e pensadoras que influenciam a atualidade.

Confira a lista!

Edna Roland

Especialista Eminente Independente da Organização das Nações Unidas para a implementação da Declaração e Programa de Ação de Durban (África do Sul), Edna Roland possui uma vasta experiência na área de Psicologia Social com ênfase em Processos Grupais e de Comunicação. Além disso, atua na área de Ciências Sociais incidindo, principalmente, em temas como racismo, políticas de promoção da igualdade de gênero e raça, direitos humanos, saúde reprodutiva, direitos reprodutivos, saúde da população negra, mulheres negras e violência .

Roland possui graduação em Formação de Psicólogos pela Universidade Federal de Minas Gerais (1980) e é bacharel em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (1972).

Edson Cardoso

Na sua trajetória, Edson Lopes Cardoso trabalha sobre questões importantes relacionadas à condição do afrodescendente no Brasil. Baiano, é militante do Movimento Negro desde os anos 70, é jornalista e mestre em Comunicação pela Universidade de Brasília, além de doutor em Educação pela Universidade de São Paulo (2014).

Militante do Movimento Negro Unificado (MNU), foi editor de algumas importantes publicações, dentre as quais Raça & Classe, da Comissão do Negro do PT-DF (1987), e o Jornal do MNU (1989-1994). Entre 1996 e 2010 editou o jornal Irohín.

Juarez Xavier

Graduado em Jornalismo pela PUC-SP com mestrado e doutorado no Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina da Universidade de São Paulo (PROLAM/USP), Juarez Xavier tem sua atuação na linha de pesquisa de Comunicação e Cultura.

É especialista em tradições afro-brasileiras, racismo, fundamentos do jornalismo, esfera pública, esfera política e cidadania. Juarez também promove consultoria em gestão de projetos culturais. Além disso, é pesquisador do Centro de Estudos Latino Americano sobre Cultura e Comunicação da ECA-USP e professor e coordenador do curso de Comunicação Social – Jornalismo da UNESP de Bauru.

Jurema Werneck

Diretora da Anistia Internacional, Jurema Werneck tem uma trajetória de ativismo. Seus principais temas de atuação são: mulheres negras, cultura afro-brasileira, antirracismo, direitos humanos, saúde da população negra, iniquidades em saúde, políticas públicas para a equidade de gênero e raça.

É médica, pós-graduada em Engenharia de Produção e doutora em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal Fluminense. Também é coordenadora da ONG Criola, foi representante do movimento negro no Conselho Nacional de Saúde, é parte do Grupo Assessor, da Soco Board of Directors, do Global Fund for Women, do Conselho Curador do Fundo Brasil de Direitos Humanos e do Comitê Técnico de Saúde da População Negra do Ministério da Saúde.

Sonia Guimarães

Sonia é a primeira mulher negra brasileira doutora em Física pela University of Manchester Institute os Science and Technology e é parte do corpo docente do ITA (o Instituto Tecnológico da Aeronáutica). Sua atuação se dá na área de física aplicada, já conduziu pesquisas sobre sensores de radiação infravermelha. A ênfase de seu trabalho está em Propriedades Eletrolíticas de Ligas Semicondutoras Crescidas Epitaxialmente.

Sueli Carneiro

Doutora em Educação pela Universidade de São Paulo, Carneiro é fundadora do Geledés – Instituto da Mulher Negra. Também é criadora do único programa nacional de orientação nas áreas de saúde mental e física voltado, exclusivamente, para mulheres negras.

Filósofa, na Academia é teórica da questão da mulher negra, e autora de obras que abordam de forma crítica os principais avanços na superação das desigualdades criadas pela discriminação racial, através de indicadores sociais e de ações como as cotas étnico-raciais e a obrigatoriedade de ensino da História e Cultura Africana em escolas públicas.

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