O objetivo é combater crimes de ódio e atos de violência relacionados à religião ou crença e fortalecer o diálogo inter-religioso

Texto / Nataly Simões | Edição / Pedro Borges | Imagem / Agência Brasil

A partir deste ano, o dia 22 de agosto passa a ser recordado como o Dia Internacional em Memória das Vítimas de Atos de Violência baseados em Religião ou Crença. A data foi estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) por meio de um documento publicado em 28 de maio.

O objetivo é ajudar no combate a crimes de ódio e atos de violência relacionados à religião ou crença e fortalecer o diálogo inter-religioso. A decisão recebeu o apoio de oito países-membros da entidade: Brasil, Canadá, Egito, Jordânia, Nigéria, Paquistão, Polônia e Estados Unidos.

No documento, os países-membros expressam preocupação com os contínuos atos de intolerância e de violência com base na religião e na crença das vítimas. O texto também aponta como esses ataques têm sido mais direcionados a grupos minoritários e segmentos sociais discriminados.

No Brasil, apesar de a liberdade religiosa ser um direito constitucional da população, os ataques contra seguidores de religiões de matriz africana, como candomblé e umbanda, não param de crescer.

Em 2018, o número de denúncias de ataques a pessoas de religiões de origem africana cresceu 47% em relação ao ano anterior. Entre janeiro e novembro, foram registradas 213 notificações no Disque 100, contra 145 no mesmo período de 2017.

Um caso que ganhou repercussão neste ano foi a condenação da Record News por exibir conteúdos ofensivos a religiões como candomblé e umbanda. A emissora é ligada à Igreja Universal.

A companhia foi obrigada a transmitir durante o mês de julho programas de direito de resposta das religiões de matriz africana, onde foram abordadas as práticas dos seguidores. Por determinação judicial, até setembro esses programas serão reprisados.

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