Atividade do Usina de Valores propõe a comparação entre as coberturas da imprensa tradicional e da imprensa negra e periférica em um mesmo tema

Texto / Divulgação
Imagem / Vinicius Martins

No dia 11 de setembro, em Recife, o Usina de Valores promove a oficina “Mídias Negras: contranarrativas para além do senso comum”, com foco em análise de conteúdos produzidos por veículos jornalísticos. A intenção é despertar um olhar crítico em leitores e contribuir para um consumo de informação que drible possíveis manipulações. A atividade acontece a partir das 18h30 na sede do coletivo Bigu Comunicativismo, no edifício Pernambuco, região central de Recife.

A ação é uma iniciativa do Usina de Valores, projeto do Instituto Vladimir Herzog, que propõe a disseminação e disputa de valores pautados em direitos humanos. O objetivo é reverter a cultura de ódio e estimular uma cultura de paz e diálogo no contexto social atual. Saiba mais no site do projeto.

O conteúdo é inspirado na pesquisa “Narrativas brancas, mortes negras”, realizada no Brasil com base em um método utilizado pelo cientista social Laurence Bardwin. Durante um ano, os pesquisadores analisaram a cobertura da Folha de S.Paulo sobre a crise do sistema carcerário, como foi chamada na época, entre os dias 1 e 14 de janeiro de 2017. As rebeliões ocorreram nas cidades de Manaus (AM), Boa Vista (RR), e Natal (RN), e resultaram na morte de 119 pessoas sob a custódia do Estado. Foram contabilizadas as palavras mais e menos utilizadas ao longo da cobertura do veículo, assim como as fontes mais e menos recordadas pelo jornal.

A oficina será ministrada por Pedro Borges, jornalista co fundador do site Alma Preta e integrante da Iniciativa Negra por Uma Nova Política de Drogas (INNPD). Ele foi um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo, com a orientação de Dennis de Oliveira, professor da Escola de Comunicação e Artes da USP.

A oficina

A proposta é resgatar a análise já realizada e, a partir deste exercício, os participantes vão compartilhar suas impressões sobre a cobertura e trocar impressões com os pesquisadores. A mesma metodologia será aplicada em uma reportagem da mídia negra sobre o mesmo tema: o sistema carcerário brasileiro. A ideia é comparar as duas coberturas, e, em seguida, conhecer um pouco mais da história da imprensa negra no Brasil.

Tudo acontece na região central da cidade de Recife, na sede da Bigu Comunicativismo, coletivo de comunicadores que tem por objetivo fortalecer os movimentos sociais através de pensar e executar uma comunicação estratégica. Além disso, o grupo tem o objetivo de promover espaços de aprendizagem e emancipação das organizações nas suas demandas de comunicação.

Serviço

Data: 11 de setembro
, terça-feira, das 18h30 às 22hrs.

Local: Edifício Pernambuco – 9 andar


Endereço: Av Dantas Barreto, 324 – Santo Antonio

Sobre o Alma Preta

O Alma Preta é uma agência de jornalismo especializado na temática racial do Brasil. Em nosso conteúdo você encontra reportagens, coberturas, colunas, análises, produções audiovisuais, ilustrações e divulgação de eventos da comunidade afro-brasileira. Nosso objetivo é construir um novo formato de gestão de processos, pessoas e recursos através do jornalismo qualificado e independente.

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