O Smite, disponível em PC, Playstation 4 e Xbox One, incluiu o primeiro deus africano em jogo online e pensa em colocar outras divindades

Texto / Lucas Veloso | Edição / Pedro Borges | Imagem / Reprodução

Desde a última semana de junho, Olorum, o representante mais importante do Candomblé e da Umbanda no Brasil chegou ao Smite, o jogo eletrônico online, onde várias pessoas podem jogar ao mesmo tempo.

Olorum é o primeiro deus do panteão afro-brasileiro a entrar no jogo, é também o primeiro mago a se beneficiar de chances de acertos críticos, ou seja, quanto mais poder mágico ele adquirir, mais forte seus golpes ficam.

A entidade possui ataques relacionadas ao poder solar. Seu conjunto de habilidades é formado pela passiva Touch of Fate, Focused Light, Overflowing Divinity, Consecration e o ultimate Sanctified Field.

No jogo, existe a possibilidade de que Olorum convoque ao campo de batalha suas divindades aliadas - Olodumaré, criador do universo, e Olofi, a ligação entre a terra e o céu. Juntos, eles formam um campo sacrossanto em que o tempo é alterado, deixando os adversários mais lentos e acelerando os ataques do Regente do Céus.

Nas religiões afro-brasileiras, Olorum - também aclamado como Olórun - é o ser supremo que criou a humanidade e os orixás, além de estabelecer a existência e o universo. Ele também é responsável por criar a Terra com a poeira do cosmos e gerar a fagulha que posteriormente se tornou o sol.

Para os religiosos, Olorum habita a dimensão Òrun, em que contempla silenciosamente o mundo e sua criação. No Smite, o Regente dos Céus decide vir ao mundo e assumir o papel de líder dos deuses, para que estes se unam e tragam fim ao sofrimento dos seres mortais e imortais.

O jogo está disponível para PC, Playstation 4, Xbox One e Nintendo Switch.

Mais divindades nos games

Hoje, o Smite tem 103 personagens jogáveis - representantes de culturas e crenças no mundo. Em entrevista ao portal Versus, AJ Walker, designer da Hi-Rez, responsável pela concepção de Olorum, mais Órixás podem entrar no jogo.

"Estamos interessados há certo tempo em várias mitologias da África (...) e, por meio da nossa pesquisa, os personagens do Iorubá foram os que mais se destacaram: eles possuíam os nomes mais conhecidos, e muitos dos personagens encaixariam bem no jogo, com histórias ricas para utilizarmos”, comentou.

“Decidimos focar especificamente no Olorum porque ele é o líder do panteão. (...) Ele é um criador muito poderoso, e mesmo assim governa a certa distância e sem santuários ou rituais para ele - e isto nos deu liberdade para sermos criativos”, completou Walker.

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