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Neste 6 de agosto, dia do rap, conheça algumas das artistas da região Norte que estão conquistando espaço nacional

Texto: Flávia Ribeiro | Edição: Nataly Simões | Imagem: Sibely Nunes

Hoje, 6 de agosto, é celebrado o Dia Nacional do Rap. Para marcar a data, o Alma Preta traz alguns nomes de mulheres da região amazônica que amplificam e potencializam a cena do Rap.

1. Anna Suav (Foto de capa)

Poeta, cantora, compositora, produtora audiovisual e cultural, Anna Suav nasceu em Manaus, mas fortalece a cena hip hop de Belém do Pará. É uma das artistas expoentes da cena new school do Rap e R&B, que está sendo feita na parte de cima do mapa. Sua fala e arte narram e demarcam a (sobre)vivência de uma 'preta nortista potência'. Ela foi uma das atrações no Festival Latinidades. Conheça o canal da artista no YouTube.

2. Bruna BG

Desde 2007 está na cena musical belenense, tendo participado por três anos da banda Rockslide como vocal-guitarrista e compositora. Teve uma breve passagem como baterista na banda Com Abas, grupo feminino de música soul, integrando posteriormente bandas de reggae e samba de raiz. Fez participação em abertura de shows para rappers nacionais como o grupo Primeiramente, Black Alien, 3030, e abriu o show do Mc carioca BK em 2018. Conheça o canal da artista no YouTube.

brunabg sibelynunes3. Lary Go & Strela

As irmãs Ana Larissa e Lauriane são conhecidas como Lary Go & Strela e atuam desde 2015 no cenário hip hop da cidade de Manaus, no Amazonas. As músicas da dupla enfatizam o empoderamento feminino e falam do cotidiano e da realidade da jovem mulher manauara. Ouça as irmãs no YouTube.

larygostrela4. Magali

Cantora/MC, compositora, editora, maquiadora, poetiza e beatmaker.Essa é a forma como Magali Leal se define em seu canal, no YouTube, onde você pode conhecer as músicas da multiartista.

magali rapper5. MC Deeh

Com apenas 22 anos, Ana Débora, mais conhecida como MC Deeh, é uma das principais cantoras da cena rap, em Macapá, no Amapá. Cantora e compositora, ela tem quatro clipes gravados no estilo trap, funk e rap, que podem ser conferidos no canal da artista no YouTube.

mcdeeh6. Negah Ysa

Mulher negra, rapper e poetisa afroamazônica. Atua em Belém e há pouca semanas lançou o clipe Conexão, disponível no YouTube.

negaYsa Saraharcangela7. Nic Dias

Rapper, compositora, poetisa, Nic, atualmente, é um dos nomes mais conhecidos do hip hop no Pará. Fez o lançamento do clipe Baby Pincess, em maio, que também está disponível no YouTube..

nicdias8. Ruth Clark

A força e a poesia do movimento negro, feminino e periférico estão nas letras da rapper paraense Ruth Clark. Ela realizou sua primeira live no dia 13 de julho, pelo seu canal no YouTube, intitulada “Live da Cabanagem”.

ruthclark9. Yanna MC

Rapper do estado do Amapá, Yanna Mc deu início em sua carreira em eventos do movimento negro como o "Parada Preta" e o do "Orgulho LGBT". Com a música "Dose de igualdade", que fala sobre a luta das mulherss em uma sociedade machista, a artista bate de frente com o racismo e a lgbtfobia. É ainda idealizadora do evento de hip hop "Urban Movement" e dançarina De Street Dance e segue firme em seu propósito de mostrar para sociedade que o rap é cultura.

No dia 13 de agosto, ela lançará o single Bandida do Asfalto, acompanhada das irmãs Amanda Braba e Agatha Soul, de Belém. As rimas da artista já podem ser ouvidas no canal da rapper no YouTube.

yannaamandaagatha

Imagens internas retiradas das redes sociais das artistas.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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