Dados colhidos pelo Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen) também apontam o Amapá como o segundo estado com maior presença negra nos presídios, atingindo 91%

Texto / Anna Laura Moura
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Dados levantados pelo Infopen (Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias) afirmam que, de 2006 para 2016 a população carcerária brasileira dobrou, passando de 401,2 mil para 726,7 mil. Visto que a cada ano o encarceramento em massa aumenta 4%.

Desse número, 64% dos encarcerados são negros, sendo o Acre o estado que mais os aprisiona, atingindo um número alarmante: 95%. Logo atrás vem o Amapá (91%) e a Bahia (89%). Apesar do Acre encabeçar o ranking, o estado que mais encarcera pessoas é o Mato Grosso do Sul, com 696,7 presidiários para cada grupo de 100 mil habitantes em todo o estado.

De acordo com o Banco Nacional de Monitoramento de Presos, o Brasil atualmente tem 602.217 pessoas encarceradas, sendo 95% homens e 5% mulheres. A faixa etária dos presidiários vai dos 18 aos 29 anos, sendo roubo o crime mais cometido.

Mulheres encarceradas e o tráfico de drogas

As mulheres não ficam de fora: 62% das presidiárias estão relacionadas com o tráfico de drogas. Do total, 80% são mães, ou até mesmo mães solteiras. No entanto, essas mulheres não estão no topo do negócio: foram presas exercendo atividades de menor hierarquia, como transporte de carga. Em São Paulo, por exemplo, de acordo com dados do Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (SAP-SP), duas em cada três mulheres são presas por tal crime.

Em entrevista ao G1, a ministra Carmen Lúcia alertou que, apesar dos 5% de mulheres encarceradas, a porcentagem tende a aumentar. “O número proporcional de mulheres presas no Brasil ainda é baixo, se observamos a média mundial. No entanto, temos observado um crescimento elevado nos últimos anos, devido à condenação de mulheres envolvidas no tráfico”, diz.

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