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O caso foi tratado com impunidade pela Justiça, segundo testemunhas

Texto / Lucas Veloso I Edição / Pedro Borges I Imagem / Acervo Pessoal

Familiares e amigos do fotógrafo Leandro Caproni criaram um abaixo-assinado em favor da prisão do motorista responsável pela morte, Gustavo Amaro Silva, solto duas semanas depois da tragédia.

No link disponível na plataforma Avaaz.org, cerca de quatro mil e trezentas assinaturas foram coletadas. A meta inicial é chegar a 5 mil apoiadores, e depois apresentar ao Ministério Público, que acompanha o caso.

O acidente aconteceu há três meses, em 22 de outubro do ano passado, quando o fotógrafo foi vítima de uma colisão entre veículos, na zona leste de São Paulo. A morte foi provocada por Gustavo, de 18 anos, que dirigia um carro de luxo em alta velocidade, sem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A ocorrência envolveu dois automóveis e uma motocicleta e matou o condutor da moto, Leandro Caproni, na Avenida Alcântara Machado, conhecida como Radial Leste, na noite desta terça-feira, 22.

Caproni, de 27 anos, era dono da produtora de vídeo Sem Cortes Filmes e videomaker oficial da Batekoo, movimento da comunidade negra.

Na audiência de custódia, o motorista disse que perdeu o controle da direção na entrada do Complexo Viário Evaristo Comolatti, na Ligação Leste-Oeste. Ele bateu em uma árvore, destruiu o gradil no canteiro central, acertou outros dois carros que vinham no sentido contrário e atropelou Leandro, que estava de moto.

Testemunhas informaram que ele conduzia o automóvel em alta velocidade em direção ao centro quando perdeu o controle.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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