Organizado pela FLUP e pelo escritor Alberto Mussa, livro de contos homenageia o sambista Martinho da Vila; lançamento está planejado para dezembro

Texto / Pedro Borges
Imagem / Márcio Hermes

A obra “Conta forte, conta alto!”, com uma direta alusão ao clássico de Martinho da Vila “Canta, Canta, Minha Gente”, é uma espécie de comemoração dos 80 anos do poeta, um dos homenageados pela 7° edição da Festa Literária das Periferias (FLUP). O livro é organizado pela produção do evento e por Alberto Mussa, contista e autor da obra “Compêndio Mítico do Rio de Janeiro”.

O livro, com previsão para ser divulgado em Dezembro de 2018, tem contos e textos de autores reconhecidos e com passagem pela FLUP, como Flávia Oliveira, Silvana Bahia, Eliana Alves da Cruz, Jessé Andarilho, Rodrigo Santos, Ana Maria Gonçalves, Geovani Martins, Raquel Oliveira, e Marcelo Coutinho.

Alguns dos escritos fazem referência direta a sambas de sucesso do compositor, como a própria “Canta, canta, minha gente”, e outras, como “Renascer das cinzas”, e “Retrós e linhas”.

A história do sambista

Martinho José Ferreira nasceu em Duas Barras, Rio de Janeiro, em 12 de fevereiro de 1938. Filho de Tereza de Jesus e Josué Ferreira, lavradores da Fazenda do Cedro Grande, Martinho foi para o Rio de Janeiro com apenas quatro anos.

A primeira profissão de Martinho da Vila foi a de Auxiliar de Químico Industrial. Ainda jovem, conseguiu o diploma em curso intensivo do SENAI, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial.

O artista surgiu para o grande público no III Festival de MPB da TV Record, em 1967, quando apresentou o partido-alto “Menina Moça” e no ano seguinte, na quarta edição do mesmo festival, lançou o clássico “Casa de Bamba”, seu primeiro sucesso, seguido de “O Pequeno Burguês”.

Em 1969 gravou o LP intitulado “Martinho da Vila”, que atingiu o primeiro lugar na parada musical em execução radiofônica e foi recordista em vendagem naquele ano. Em 1995, com o CD “Tá delícia, Tá gostoso”, consagrou-se como o primeiro sambista a ultrapassar a marca de um milhão de cópias vendidas em tempo recorde.

A história da Unidos de Vila Isabel se confunde com a de Martinho, que passou a ser chamado o Da Vila. Nunca exerceu oficialmente a presidência administrativa da escola, mas por várias vezes esteve à frente da agremiação da qual é o Presidente de Honra, com busto de bronze na entrada da quadra de ensaios e eventos.

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