22ª edição da manifestação teve como tema "Poder pra LGBTI+, Nosso Voto, Nossa Voz” e citou o assassinato da vereadora do PSOL Marielle Franco

Texto / Thalyta Martins
Imagem / Pedro Borges

Durante a manhã e tarde do dia 03 de junho, a comunidade LGBT de São Paulo e região realizou a 22ª Parada do Orgulho LGBT de SP. A Parada teve como tema este ano "Poder pra LGBTI+, Nosso Voto, Nossa Voz”. O evento foi organizado pela Associação da Parada do Orgulho de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros de São Paulo (ONG APOGLBT SP). 

A Parada começou pela manhã com uma concentração em frente ao MASP, na Avenida Paulista e depois seguiu para a Rua da Consolação com discursos e shows durante o trajeto, entre eles, Banana Split, Fíakra e Jade Baraldo, Pabllo Vittar, Preta Gil, Mulher Pepita, Lia Clark e April Carrion. 

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Monique Lorena, estudante de administração, durante a Parada LGBT Foto: (Pedro Borges/Alma Preta)

Monique Lorena (21), estudante de administração, compareceu na Parada pela terceira vez. “Eu gostei bastante do tema da parada. Acho que por ser ano de eleição, as pessoas precisam ficar antenadas em quem vota, principalmente para conseguir mais direitos para nós, LGBT's". Monique disse ao Alma Preta que tinha bastante hétero na marcha, mas acha importante “eles participem e respeitarem a forma que a gente vive, porque é isso que a gente busca: o amor."

Eleições

De acordo com a organização, o tema eleições para esta edição da parada foi discutido com coletivos, outras ONGs LGBTs e militantes independentes. A motivação para discutir sobre veio do fundamentalismo religioso na política e dos retrocessos morais sobre os assuntos ligados à diversidade.

Claudia Regina, presidente da ONG APOGLBT SP, diz que “falar sobre eleições em ano eleitoral durante a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo é uma forma valiosa de comunicar a toda população LGBT, sobre a importância de escolher bem suas candidatas e candidatos. Pela nossa luta, já conseguimos alguns direitos, faltam muitos, mas não podemos perder o que já conseguimos simplesmente por ignorância política. LGBTs de todo o Brasil precisam estar atentos às Eleições de 2018.”

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Euler Henrique, 18, cabelereiro e Carlos Reis, 29, estudante de direito. Foto: (Pedro Borges/Alma Preta)

William César (27), é confeiteiro e também esteve na Parada deste ano. Segundo ele, o público estava maior que o ano passado e a marcha mais política. “O pessoal tá aderindo mais à causa, ainda mais por causa dessas greves, da situação política. O pessoal está juntando para impulsionar.”

Bruna Araújo, estudante de Musicoterapia falou sobre diversidade. "Acredito que a diversidade desse ano está maior, as pessoas estão se aceitando mais, independente se são negras ou homossexuais, entende?”. Ela acredita que o grupo precisa ir pra frente e se mostrar"

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