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Programação online do evento ainda está em construção; na edição de 2019, mobilização reuniu cerca de 7 mil pessoas no centro da capital paulista

Texto: Guilherme Soares Dias | Edição: Nataly Simões | Imagem: Pedro Borges

A Marcha das Mulheres Negras não vai às ruas em São Paulo neste 2020 por causa da pandemia da Covid-19. No dia 25 de julho, quando é comemorado o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha e Dia Nacional de Tereza de Benguela, a edição do evento acontecerá online pela primeira vez. Entre os temas pautados estão o genocídio da população negra e o bem viver

De acordo com a publicitária Neon Cunha, ativista independente, mulher trans e articuladora da marcha, o coletivo é um lugar onde a arte é vista como expressão da vida. “O dia 25 de julho tem perspectiva de manifesto, mas também de arte e cultura produzida por mulheres negras. É uma possibilidade de vivenciar a arte produzida por mulheres negras, por isso, digo que é um lugar de valorização da vida”, afirma.

A programação online do evento ainda está sendo construída, assim como as ações que devem ocorrer em diferentes territórios. “Não haverá marcha com pessoas aglomeradas, mas estamos decidindo como será essa intervenção na rua”, explica a ativista.

Neon lembra que a Marcha da Mulheres Negras é um movimento suprapartidário. “A marcha vem com esse girassol, que morre e nasce o tempo todo. Tem semente, ocorre muito em relação ao 25 de julho, mas com ações ao longo do ano, com núcleo central que toma as decisões. É um movimento extremamente necessário”, classifica. Ter mulheres negras que marcham é uma forma, segundo a ativista, de produzir humanidade, garantir direitos e combater privilégios. “É um lugar de conforto, de acolhimento. Um ponto de discussão do mundo e do que acontece”, ressalta.

Edição anterior

Em 2019, a marcha reuniu aproximadamente 7 mil pessoas na região central de São Paulo. As pessoas foram às ruas para protestar contra o racismo, contra à violência, à fome e à precarização do trabalho e da saúde pública. O evento começou na Praça da República e foi marcado por palavras de ordem das mulheres negras de diversos coletivos que compõem a marcha. O ato passou pela Biblioteca Mário de Andrade e terminou em frente à estátua da Mãe Preta, no Largo Paissandu.

Em live do Alma Preta nesta segunda-feira (6), a integrante do coletivo Marcha das Mulheres Negras de São Paulo, Juliana Gonçalves, falou sobre a história da mobilização em escala nacional e sobre como a pandemia da Covid-19 transformou a articulação para a realização da marcha neste ano. Confira:

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