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Documento foi realizado pelo Gemaa e reúne dados entre 1903 e 2014

Texto: Juca Guimarães | Edição: Simone Freire | Imagem: Arquivo/Gemaa

O Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (Gemaa), com sede no Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) publicou uma compilação com os fatos mais marcantes da luta antirracista no mundo entre 1903 e 2014.

O documento, em formato de linha do tempo e navegação intuitiva, começa com a obra ‘As Almas da Gente Negra’, do autor negro estadunidense Du Bois, lançada em 1903 e considerada a primeira literatura sociológica sobre os afrodescendentes.

A linha segue com destaques sobre constituições, livros, filmes e protestos ao redor do planeta. Além disso, sinaliza a luta pelos Direitos Civis e a crescente organização dos movimentos negros que serviram de modelo para avanços nas leis em diversos países, entre meados dos anos 50 até o começo da década de 70.

O discurso ‘Eu tenho um sonho’ de Martin Luther King, em 1968, durante a Marcha de Washington (EUA) por Emprego e Liberdade, com mais de 250 mil participantes, também está em destaque na linha do tempo antirracista.

A primeira referência ao Brasil é de 1987 com a mobilização da militância negra para incluir propostas de emendas para Constituição, que viria no ano seguinte com artigos contra a discriminação.

O link para acessar a linha do tempo antirracista é o http://gemaa.iesp.uerj.br/linha-do-tempo/

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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