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A rede Uneafro, que atua em regiões periféricas do Brasil, ganhou o prêmio na categoria Educação e Oportunidade

Texto / Beatriz Mazzei | Imagem / Reprodução Instagram / Edição / Simone Freire

O Prêmio Sim à Igualdade Racial 2019, promovido pelo Instituto Identidades do Brasil (ID_BR), premiou nesta terça-feira (14), instituições e personalidades negras.

O evento ocorreu durante um jantar beneficente no Copacabana Palace (RJ) e contou com a presença de artistas e celebridades. Entre os vencedores do prêmio estão Tia Maria do Jongo (Arte em movimento), Flávia Oliveira (Raça em pauta), Kabengele Munanga (Intelectualidade negra), Uneafro (Educação e Oportunidade), Roberta Anchieta (Liderança negra), Camila Farani (Trajetória empreendedora), Maju Coutinho (Inspiração) e Yuri Marçal (Representatividade em novos formatos).

A Uneafro foi premiada pelo trabalho com a formação de jovens de escolas públicas em regiões periféricas de todo o país. A rede oferece núcleos de cursinhos, pré-concursos, formação para o mercado de trabalho e cursos livres de e formação política, gênero, antirracista, diversidade sexual, combate às drogas e aperfeiçoamento jurídico.

De acordo com a Uneafro, 70% dos estudantes acessam à universidade, passam em concursos ou conseguem um emprego. Durante o ano, a rede atende 1600 jovens. “Esse prêmio é das milhares de pessoas envolvidas na rede. [...] Quero levar possibilidades de educação aos jovens que, assim como eu, são periféricos”, conta Vanessa Vicente, moradora da Baixada Fluminense e coordenadora da Uneafro RJ.

O Prêmio Sim

Com o intuito de reconhecer os principais nomes e iniciativas que atuam em prol da igualdade Racial no Brasil, o Prêmio Sim à Igualdade Racial teve sua primeira edição em 2018. A iniciativa do evento veio da ID_RB, uma organização sem fins lucrativos fundada em 2016 pela publicitária Luana Génot.

Em formato de prêmio e jantar beneficente, os ingressos para participar da cerimônia custaram acima de R$ 1,5 mil. De acordo com a comunicação do evento ao site Quem, no ano passado a instituição arrecadou cerca de meio milhão de reais.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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