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Os custos giram em torno de R$27 mil; Jornalista vivia há anos no Brasil

 Texto / Lucas Veloso | Edição / Pedro Borges | Imagem / Reprodução

Na manhã desta terça-feira (13), ao voltar para casa, o jornalista Luís Felgueira teve sua bicicleta atingida por um carro. Ele acabou sendo atropelado em Jardim da Penha, Vitória. Apesar de ter sido encaminhado ao hospital na região, não resistiu aos ferimentos.

Formado pela Universidade de Brasília (UnB), Luís morava em Vitória há dois anos e atuava como assessor de imprensa.

A Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Distrito Federal (Cojira/DF) publicou nota lamentando a morte do jornalista. "Ele esteve conosco no auditório do Sindicato dos Jornalistas (Profissionais) do Distrito Federal, em 2017, ainda estudante, mas nos ensinando muito sobre a cobertura jornalística no e sobre o continente africano", diz o texto. "Felgueira vive!", completa.

A diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Espírito Santo (Sindijornalistas/ES) demonstrou pesar pela morte do profissional, natural de Sambizanga, em Angola.

“Luis é um exemplo de garra e luta, que foi atrás de seus sonhos conquistando o diploma de jornalismo. Em seu discurso de colação de grau, emocionou a todos contando sua história”, declarou a nota da organização.

“Consegui tirar o sobrenome Felgueira de políticas sociais do governo e levá-lo para um palco de formandos”, declarou na formatura. Atualmente ele estava preparando seu casamento com a noiva Fernanda Samora.

Com a morte, os familiares e amigos estão precisando de ajuda para bancar a burocracia e os custos do traslado do corpo para sua terra natal. Os gastos foram estimados em mais de R$27 mil.

Os interessados podem encaminhar os valores para seguintes dados bancários: Fernanda Sacramento Samora | Banco: Santander – 33 | Agência: 4595 | Conta corrente: 10788346 | CPF: 143.043.127-07. Outra opção é através de uma 'vaquinha coletiva'. 

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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