Atividade, que acontecerá em Guarulhos no dia 24 (domingo), levanta questões relativas ao projeto que visa transformar em crime produções relacionadas ao gênero musical

Texto / Redação
Imagem / Agência Brasil

Foi criada, em 2017, uma ideia legislativa para criminalizar o funk. De acordo com o autor do projeto, um webdesigner morador da Zona Norte de São Paulo, o gênero deveria ser enquadrado como “crime de saúde pública”, uma vez que, nas palavras da pessoa, a “falsa cultura” era um crime contra crianças, adolescentes e a família.

Pode-se dizer que o funk é alvo de preconceito sociocultural por, entre outros motivos, ser oriundo de regiões periféricas e pobres. E a discriminação de parcela social contra o gênero motivou a realização do evento “Precisamos falar sobre: a criminalização do funk”.

O debate, correalizado em Guarulhos pelos coletivos Asili e Ás da Margem, tem como objetivo mostrar como o funk pode funcionar como manifestação cultural e artística, assim como o que motiva setores da sociedade a estabelecerem quais manifestações são ou não culturais - e, dentro desse cenário, por que o gênero musical é considerado como “falsa cultura”.

Além da roda de conversa, o evento contará também com apresentações artísticas, sarau e brechó organizado pela equipe do Supimpas Brechó. A apresentação do debate será feita pela escritora e apresentadora Claudia Canto.

A ideia legislativa, que recebeu à época quase 22 mil assinaturas, foi transformada em sugestão legislativa e foi debatida no mesmo ano. Todavia, em setembro do mesmo ano, a CDH (Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa), do Senado, debateu o assunto e decidiu não transformá-lo em projeto de lei, uma vez que a comissão entendeu que se tratava de algo contrário à cláusula pétrea da Constituição Federal relativa à liberdade.

Onde e quando será?

A roda de conversa “Precisamos falar sobre: a criminalização do funk” acontecerá dia 24 (domingo), às 14h, na E.E. Antonio Rosas da Silva Galvão (rua Zeferino Alves de Oliveira, s/n, Ponte Alta, Guarulhos).

Informações sobre como chegar ao local estão disponíveis no evento do Facebook criado para a atividade.

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