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Conaq realiza a I Jornada Nacional Virtual de Educação Quilombola, nos dias 3 e 4 de dezembro, em parceria com a Universidade de Brasília; transmissão acontece no YouTube

Texto: Redação | Edição: Nataly Simões | Imagem: Reprodução/Conaq

Pela primeira vez, a educação quilombola é tema de um evento nacional, que deve reunir, de maneira remota, integrantes de comunidades e pesquisadores interessados no tema, com transmissão ao vivo no YouTube.

A “I Jornada Nacional Virtual de Educação Quilombola” acontece nesta quinta e sexta-feira, 3 e 4 de dezembro, com mesas temáticas, compartilhamento de experiências, testemunhos e resultados de pesquisas produzidas por intelectuais quilombolas.

O evento é uma realização do Coletivo Nacional de Educação Quilombola, da Conaq, em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), e é uma extensão das comemorações do Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro.

“A educação quilombola é uma ferramenta de luta política em defesa de direitos territoriais”, afirma Givânia da Silva, educadora e coordenadora-geral do evento. “É com essa perspectiva de Coletivo de Educação da Conaq convoca professores, lideranças e aliados a participarem da Jornada. Será um importante espaço para troca de experiências e fortalecimento de nossa atuação”, complementa.

Segundo dados do Censo Escolar 2018 do Inep, o Brasil conta com mais de 2.450 escolas quilombolas, uma conquista do movimento quilombola nacional. O movimento tem defendido a educação específica como uma prioridade desde 1997, quando houve a constituição da Coordenação de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) – mobilizadora da Jornada.

 

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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