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Documentário sobre a realidade de catadores de materiais recicláveis está disponível gratuitamente no YouTube. O filme explora as razões que levam a sociedade a invisibilizar esse grupo social e os principais desafios das pessoas que participam da cadeia de reciclagem.

Texto e imagem / Divulgação

Essa semana marca uma nova era de opressão de uma das classes mais trabalhadoras do Brasil: os catadores de materiais recicláveis. Cerca de 90% de tudo que é reciclado no Brasil passa pelas mãos destes agentes invisíveis para a maioria da sociedade. Muitas vezes chamados de "homem do saco", com o intuito de assustar crianças desobedientes, desenvolveram um método de coleta seletiva e criaram uma alternativa profissional ao desemprego que assola muitos brasileiros.

Com o objetivo de semear o debate sobre a importância que possuem na sociedade atual, os diretores Rafael Halpern, Felipe Kfouri e Carol Wachockier produziram o filme de forma independente, sem patrocínio ou financiamento, e decidiram antecipar a divulgação gratuita e online do documentário "O Homem do Saco".

O filme de 58min mergulha no mundo desses trabalhadores e abre nossos olhos pra enxergar essas pessoas consideradas invisíveis. A partir de uma submersão na vida de diversos personagens, vemos os problemas que enfrentam e quais são as possíveis soluções para uma vida mais digna desta figura tão significativa para a cadeia de reciclagem.

Vencedor da Competição Latino Americana pelo voto popular do festival Mostra Ecofalante (SP- 2015), o filme também foi selecionado aos festivais Ekofilm (Republica Tcheca - 2016), EkotopFilm (Republica Tcheca - 2016), Filmambiente (RJ - 2016), Planeta.doc (SC - 2016) e Cultura, Arte e Poder (MG - 2017). Também foi exibido em 8 SESCs, no projeto “Glicério pela Vida”, Casa de Cultura Grajaú, Movimento Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (MNCR) e em diversas cooperativas, seguido de rodas de conversas e debates.

Assista ao documentário

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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