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Quinta vereadora mais votada do Rio de Janeiro, Marielle Franco compunha a Comissão da Câmara que fiscaliza a intervenção militar

Texto / Pedro Borges
Imagem / Alerj

A vereadora do PSOL Marielle Franco foi executada na Rua Joaquim Palhares, região central do Rio de Janeiro, no dia 14 de Março. Ela e o motorista morreram no local, depois de baleados.

A assessora da candidata, Fernanda Chagas, foi atingida por estilhaços, mas sobreviveu ao ataque e está hospitalizada.

Os atiradores encostaram o carro ao lado do veículo onde a vereadora se encontrava e efetuaram os disparos, de acordo com informações do 4° Batalhão da Polícia Militar de São Cristóvão. As informações policiais também apontam que o crime não se tratou de um assalto.

Quinta vereadora mais votada no Rio de Janeiro com 46.502 votos, a socióloga graduada pela PUC-RJ fez mestrado em Administração Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e se formou com a dissertação “UPP: a redução da favela a três letras”.

Marielle fazia críticas à atuação da polícia nas favelas do Rio de Janeiro. No dia 10, publicou em seu twitter uma reclamação sobre a maneira de atuar de policiais militares.

“O que está acontecendo agora em Acari é um absurdo! E acontece desde sempre! O 41° batalhão da PM é conhecido como Batalhão da Morte. CHEGA de esculachar a população! CHEGA de matarem os nossos jovens”, escreveu.

O deputado federal Chico Alencar, entrevista para “O Dia”, diz que a vereadora fazia parte da Comissão da Câmera que fiscaliza a intervenção militar no Rio de Janeiro.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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