Nesta quarta-feira (12), a Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) do Senado Federal, aprovou um relatório contrário ao decreto de armas do governo de Jair Bolsonaro, publicado no dia 7 de maio.

Texto / Solon Neto
Imagem / Reprodução

Apesar da aprovação do relatório na CCJ, o decreto presidencial continua valendo. O texto ainda será apreciado pelo Plenário do Senado Federal e também passará por comissões da Câmara dos Deputados.

Durante a manhã, representantes do movimento negro estiveram em Brasília reunidos com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

O Alma Preta, presente em Brasília, falou Beatriz Lourenço, representante da UNEAFRO. Segundo Beatriz, o presidente do Senado já havia adiantado que a pauta seria provavelmente aprovada. A expectativa também é de que o decreto sofra derortas na Câmara.

O decreto de armas tem sofrido críticas do movimento negro e diversos outros movimentos sociais. Segundo esses grupos, o decreto, que facilita o porte de armas para diversas categorias no Brasil, como caminhoneiros, adovagados e jornalistas, aumentará a violência contra a população pobre e negra.

Segundo o Atlas da Violência de 2019, publicado no início do mês, o Brasil teve 65,602 mil assasinatos em 2017, sendo que 75,5% dessas mortes foram de pessoas negras. Do total de assassinatos, 72,4% foram mortes causadas por armas de fogo.

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