fbpx
 

Trabalhadores se mobilizam para uma audiência pública na Alesp, nesta quinta (4); Ao todo, corte pode ser de R$ 148 mi na pasta

Texto / Simone Freire
Imagem / Reprodução

A redução de 23% no Orçamento da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, decretado pelo Governo de São Paulo de João Doria (PSDB), pode significar uma redução de R$ 148 milhões no montante destinado à pasta.

Segundo funcionários do Museu Afro Brasil, que se reuniram na manhã desta quinta-feira (4), caso se concretize, o resultado pode ser definitivo para a unidade. “Este corte pode representar demissões em grande escala e até mesmo o fechamento do Museu Afro Brasil”, afirma Renata Dos Santos, auxiliar de Coordenação do Núcleo de Educação.

Audiência

A redução no orçamento coloca em risco de fechamento e redução de atividades não só do Museu Afro Brasil, mas de diversos outros museus, bibliotecas, orquestras, centros culturais, companhias de dança, a escola de música Tom Jobim, o conservatório de música de Tatuí, as Fábricas de Cultura e programas de formação para crianças e adolescentes em todo o Estado.

Para reagir ao grande corte, no Museu Afro Brasil, funcionários formaram um grupo de trabalho para se articular e realizar um chamamento a nível estadual para a participação na audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) a respeito dos cortes na Cultura, nesta quinta (4), às 19h.

A audiência foi chamada pelo deputado Carlos Giannazi (Psol), autor do PDL 04/19, que revoga o decreto do governador. “É fundamental para a nossa articulação que estejamos presentes nessa audiência. É um espaço importante para amplificar as pressões para a revogação do decreto”, diz a nota de convocação dos funcionários.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

Apoie o Alma Preta e nos ajude a continuar contando todas essas histórias.

Vamos fazer jornalismo na raça!

Sobre o Alma Preta

O Alma Preta é uma agência de jornalismo especializado na temática racial do Brasil. Em nosso conteúdo você encontra reportagens, coberturas, colunas, análises, produções audiovisuais, ilustrações e divulgação de eventos da comunidade afro-brasileira. Nosso objetivo é construir um novo formato de gestão de processos, pessoas e recursos através do jornalismo qualificado e independente.

Contato

E-mail
jornalismoalmapreta(@)gmail.com