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Iniciativa questiona medidas até então anunciadas pelo governo e defende que se dobre o número de brasileiros que teriam direito ao benefício

Texto / Redação | Edição / Simone Freire | Imagem / Renato Alves / Agência Brasília

A campanha para a implementação do Renda Básica Emergencial para ajudar famílias em situação de vulnerabilidade a enfrentar os efeitos negativos - sociais e econômicos - provocados pela pandemia do Covid-19, o novo coronavírus, já passa de 440 mil assinaturas.

Iniciativa da sociedade civil, 51 organizações, entre elas, a Rede Brasileira de Renda Básica, o Nossas, a Coalizão Negra por Direitos, o Instituto Ethos e o INESC - a campanha foi lançada na sexta-feira (20).

A proposta reivindica que o governo alcance 77 milhões de brasileiros por seis meses com Renda Básica Emergencial. Este número é o dobro de pessoas e de tempo propostos até então pelo governo do presidente Jair Bolsonaro, além de menos burocracia e mais dinheiro para as famílias. O valor reivindicado é de R$ 300,00 para cada membro, incluindo os adultos, mas também as crianças e os idosos.

A iniciativa significaria um investimento de cerca de R$ 20,5 bilhões por mês - apenas 0,28% do PIB, totalizando 1,68% pelos seis meses propostos. “Um valor baixo perto das riquezas que o Brasil gera, mas que pode fazer toda a diferença para a população nesse momento de crise”, sinaliza trecho do documento divulgado pelas organizações.

A campanha “Renda Básica que Queremos” coleta as assinaturas por meio do site www.rendabasica.org.br. Ao mesmo tempo, as organizações envolvidas atuam junto aos líderes do Congresso Nacional para que dêem os passos necessários para concretizar essa medida.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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