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A empresa apurou as principais consultas relacionadas às questões raciais

Texto / Lucas Veloso | Edição / Pedro Borges | Imagem / André Hunter

Na quarta-feira passada (20), foi o dia da Consciência Negra. A data faz referência à morte de Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, situado entre os estados nordestinos de Alagoas e Pernambuco. No mês, as pesquisas no Google sobre racismo mais que dobrou, de acordo com dados da própria plataforma.

Na média, há 120% mais interesse de busca por racismo em novembro no Brasil que na média dos outros meses do ano. As consultas por igualdade e desigualdade racial também crescem muito mais em novembro. Na média, triplicam ante os outros meses do ano.

Zumbi dos Palmares, o líder que inspira a criação da data, foi a personalidade negra mais buscada no Brasil nos últimos dias. Em segundo, vem Machado de Assis. A Bahia, estado com maior percentual da população negra no país, é o estado com maior interesse de busca pelos termos igualdade/ desigualdade racial ao longo de 2019.

O Google também levantou as principais consultas relacionadas aos termos "pessoas negras que...". Nas primeiras posições vieram ‘Pessoas negras que fizeram história’, ‘Pessoas negras que realizaram ações importantes no Brasil’ e ‘Pessoas negras que foram importantes’.

Sobre Zumbi, as questões mais frequentes foram ‘Quem foi Zumbi dos Palmares?’, ‘Qual quilombo foi liderado por Zumbi?’ e ‘Como Zumbi dos Palmares morreu?’.

Os abolicionistas brasileiros mais populares são Luís Gama, Castro Alves e Maria Firmina dos Reis.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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