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Manifestação está marcada para às 14h de 12 de julho, na Praça da Sé, região central da capital; participantes devem se atentar à recomendação do uso de kit de proteção individual contra o coronavírus

Texto: Guilherme Soares Dias | Edição: Nataly Simões | Imagem: Pedro Borges

Um ato inter-religioso por democracia e por vidas negras foi convocado para o domingo (12), às 14h, na Praça da Sé, no centro de São Paulo. A manifestação pretende fazer “defesa do estado laico; contra a intolerância e o racismo religioso; contra o genocídio do povo pobre, preto e periférico e contra o fascismo”, conforme descreve a página do evento no Facebook.

O protesto vai contar com líderes mulçumanos, de religiões de matriz africana, do pastor Ariovaldo Ramos e do padre Julio lanceloti, da pastoral de rua. “Essa é a primeira vez que as bases bolsonaristas tem se mantido na defensiva. Agora, são os grupos evangélicos que tem mantido o governo por ter projeto de poder contra o estado laico, por isso, vamos fazer um ato ecumênico”, ressaltou Danilo Pássaro, coordenador do movimento Somos Democracia, no ato realizado em 28 de junho.

A Praça da Sé é considerada um lugar histórico na luta pela democracia. Isso porque em 25 de janeiro de 1984, o local foi o palco de um dos momentos mais importantes da história do Brasil. Cerca de 300 mil pessoas se reuniram na praça para o comício que massificou a campanha pelas Diretas Já no Brasil. O ato reuniu diversas personalidades políticas, artistas e lideranças sindicais. Foi o grito do povo clamando pelo direito de votar após 20 anos de ditadura.

Em 2020, os movimentos pretendem retomar a história e pedir a saída do presidente Jair Bolsonaro (Sem partido), que defende ideias pregadas pela período ditatorial e inibe a atuação da imprensa. Além disso, a página que convoca o evento fala em garantia de “condições dignas de vida para o povo que mais sofre e para os milhares de irmãos e irmãs que se encontram em situação de rua, sofrendo violência humanitária”. A Praça da Sé é o local onde centenas de pessoas vivem em São Paulo, incluindo jovens que trabalham em aplicativos de entrega e dormem no local.

Por conta da pandemia da Covid-19, doença causada pelo coronavírus, o evento lembra a importância do distanciamento social e do uso de kit de proteção como máscaras, óculos, luvas e álcool gel durante o ato.

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