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Destituição feita pela ministra Damares Alves ocorreu após o movimento negro protocolar um pedido de impedimento contra o presidente no dia 12 de agosto

Texto: Redação | Edição: Nataly Simões | Imagem: Reprodução/Estadão Conteúdo

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, chefiado por Damares Alves, destituiu organizações do movimento negro do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial. A ação ocorreu após a Coalizão Negra por Direitos protocolar, na quarta-feira (12), um pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

As organizações retiradas do conselho assinaram o pedido de impedimento contra o presidente Bolsonaro. Entre elas estão a Educafro, que promove inclusão de pessoas negras e pobres no sistema educacional; a União de Negros pela Igualdade (Unegro), o Movimento Negro Unificado (MNU), o Coletivo Nacional de Juventude Negra (Enegrecer), a Coordenação Nacional das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), entre outras instituições.

No pedido de impeachment, a frente que reúne mais de 150 organizações do movimento negro aponta crimes de responsabilidade na violação dos direitos individuais e sociais por negligência ao combate à pandemia da Covid-19, o novo coronavírus.

O documento também ressalta a insuficiência de medidas que deveriam ter sido implementadas pela equipe de Bolsonaro em benefício das populações mais vulneráveis como os negros, pobres, empregadas domésticas e trabalhadores informais e as comunidades tradicionais como as quilombolas.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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