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Conheça o aplicativo Sanka, rede social para relacionamentos, voltado para população negra. A ferramenta chega ao Brasil em Abril deste ano e promete fortalecer o empoderamento, o diálogo e a afetividade entre afro-brasileiros.

Texto e Imagem / Divulgação

Os sites e os aplicativos de relacionamento são facilitadores de encontros nos dias atuais. Com o crescimento significativo do número de usuários, a busca por representatividade torna a segmentação uma realidade cada vez mais recorrente na concepção dessas ferramentas em todo o mundo. No Brasil, o fenômeno tem sido observado em iniciativas que reúnem adeptos com as mais diversas características: desde aplicativos para pessoas que buscam relacionamentos sérios ou casuais, até os que são exclusivos para relacionamentos gays.

Nesse contexto, surge também a segmentação para propiciar encontros entre pessoas negras. Nos Estados Unidos sites e apps de relacionamentos para o público negro já são muito comuns, e agora começam a se delinear também no Brasil. De acordo com a sociolinguista Mary Marques, “é fundamental a criação de espaços virtuais afirmativos que alterem a estética padronizada de beleza existentes nos apps atuais”. Mary e seus amigos Gabriel Gabiru e Vanessa Diniz são os responsáveis pelo site carioca Sanka, que vem sendo concebido há um ano, entre pesquisas conceituais, programação visual e desenvolvimento do site.

Com lançamento marcado para o próximo mês de abril, o Sanka busca promover o encontro e o empoderamento entre pessoas negras, fortalecendo os diálogos e a afetividade. “Sabemos que os estereótipos influenciam diretamente no comportamento dos indivíduos na vida real e nos aplicativos, e nós, negros, somos os mais estigmatizados nesse cenário”, ressalta a psicóloga clínica Vanessa Diniz.

Para a equipe do Sanka, a construção de um site de relacionamento direcionado para o público negro no contexto brasileiro requer muita responsabilidade. “Temos um olhar cuidadoso na concepção do Sanka por ser um tema complexo e que coloca em pauta as relações etnicorraciais estabelecidas no país”, aponta o designer Gabriel Gabiru. Atualmente, o site está sendo financiado pelos seus idealizadores, bem como por ações como bazares e rifas.

Outras iniciativas

O Sanka é a primeira iniciativa no Brasil de desenvolvimento de um site específico para encontros e diálogos entre pessoas negras, mas outras ações nesse segmento já existem na forma de grupos no Facebook, como “Afrodengo” e o “Pretinder & Afrocentrados”, que têm feito sucesso na rede social, provando que o segmento tem grande procura. Porém, para a equipe do Sanka, o mais importante é o que une todas as iniciativas: o empoderamento do público negro nos encontros virtuais para a construção de afetos.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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