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Ativista nasceu em 26 de janeiro de 1944, em Birmingham (EUA) e se consagrou como uma das principais intelectuais negras do mundo

Texto / Redação | Imagem / Paul Morigi/Getty Images

Angela Yvonne Davis. Este nome rodou o mundo inteiro como símbolo da luta contra a opressão dos povos negros. “Não basta não ser racista, devemos ser antirracista”, diz.

Nascida em 26 de janeiro de 1944, em Birmingham, no Alabama (EUA), Davis foi integrante do Partido Comunista dos Estados Unidos e dos Panteras Negras. Tornou-se militante do partido e participante ativa dos movimentos negros e feministas que sacudiam a sociedade norte-americana na década de 1960.

Na década seguinte, tornou-se a terceira mulher a integrar a lista dos mais procurados do FBI, uma das forças policiais estadunidenses, acusada de conspiração, sequestro e homicídio por conta de uma ação realizada por integrantes dos Panteras Negras.

Foragida e, posteriormente, presa; o julgamento de Davis ganhou grande notoriedade no país e se seguiu por 18 meses. No final, Angela foi inocentada de todas as acusações e libertada. Em 1977 ganhou o Prêmio Lênin da Paz.

Angela Davis

Na década de 1980, Angela candidatou-se a vice-presidente dos Estados Unidos como companheira de chapa de Gus Hall, então presidente do Partido Comunista Americano. Ambos não foram eleitos.

No Brasil

A última agenda de Angela no Brasil foi recente, em outubro de 2019. Em discurso durante o encerramento do seminário “Democracia em Colapso?”, em São Paulo, ela falou sobre como a democracia privilegia grupos sociais em detrimento da população negra.

“A democracia, nos Estados Unidos como no Brasil, é uma democracia racista porque exclui os negros. É misógina porque exclui as mulheres, é elitista porque exclui os pobres, inclusive homens brancos, e é excludente também com as pessoas com deficiência”, analisou. “A democracia que virá terá de corrigir tudo isso”, disse.

Obras

Na trajetória ativista, Angela foi autora de diversos livros que discutem a condição da população negra. Entre suas obras traduzidas para o português estão Mulheres. Raça e Classe (2016), Mulheres, Cultura e Política (2017), A liberdade é uma luta constante (2018), Estarão As Prisões Obsoletas? (2018) e Angela Davis: Uma autobiografia (2019).

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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