Lideranças dos movimentos de periferia e negro participaram de reunião no instituto para o desenvolvimento de estratégias para liberdade do ex-presidente e para o enfrentamento do conservadorismo

Texto / Pedro Borges
Imagem / Instituto Lula / Roberto Stuckert

O Instituto Lula recebeu cerca de 15 ativistas das diferentes periferias de São Paulo para a formulação de estratégias de enfrentamento ao conservadorismo e a participação dessas organizações na campanha de liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O diálogo aconteceu no dia 20 de março.

A coordenação da reunião foi feita por Tamires Sampaio, diretora do Instituto, quem explicou os objetivos da instituição para o ano: retomar o diálogo com os movimentos sociais, como era de costume quando Lula estava em liberdade.

Os movimentos sociais destacaram a importância de desenvolver atividades em conjunto em prol da liberdade de Lula fora da região central, ou seja, nas periferias da cidade. Para o grupo, a liberdade do ex-presidente seria importante para se frear propostas políticas conservadoras, como a reforma da Previdência.

“Para a gente lutar pela liberdade do Lula é lutar por um país mais democrático, lutar por um projeto popular que lá atrás tirou 40 milhões de pessoas da miséria, que fez uma transformação social no país que se mostraram ainda ineficientes para o que o Brasil precisa, para os desafios que a gente tem”, afirmou Sampaio.

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Reunião no Instituro Lula. Foto: Reprodução.

O Instituto Lula se colocou à disposição para fortalecer medidas e ações protagonizadas pelas organizações presentes com a utilização do capital político do ex-presidente. Para a diretora do instituto, é fundamental que as estruturas partidárias se aproximem dos movimentos sociais.

“A gente vive em uma sociedade que se a gente não dialogar com a base a gente já viu que não vai ter transformação social nenhuma. Eu acho que uma coisa que a gente tem que aprender com o processo do golpe, da prisão do Lula e da eleição do Bolsonaro é que a gente perde um lastro com a sociedade e a gente precisa retomar. Sem dialogar com a periferia, a gente não vai conseguir avançar mais”, disse.

A opinião é compartilhada por Bruno Ramos, um dos coordenadores da Liga do Funk. Para ele, é importante a presença dos movimentos negro e periférico no instituto porque são essas figuras que devem pautar a política nacional.

“A própria estrutura já viu que está distante das quebradas e a nossa vinda aqui é importante para pautar diretamente o que estamos pensando”, pontuou.

Nas próximas semanas, o espaço deve receber lideranças dos movimentos feminista, LGBT, de moradia, entre outros.

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