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Evento terá início em 18 de maio em Araras (SP)

Texto / Divulgação
Imagem / Alma Preta

Entre os dias 18 e 20 de maio (sexta-feira a domingo), o Sítio Quilombo Anastácia, em Araras, que fica a 180 km da capital, recebe o 2º Encontro de Estudantes Negros e Negras da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE), que debate o racismo na universidade e na sociedade.

De acordo com a organização do Encontro, a segunda edição do evento foi pensada para que a juventude negra debata e apresente contribuições para a saídas da crise política e econômica que o Brasil enfrenta.Sob o tema "Nosso passos vêm de longe", as diversas atividades trarão à tona a urgência em elevar a voz da população negra frente aos desafios da atual conjuntura.

"São os negros e negras que mais sentem os retrocessos impostos pelo atual governo. Os cortes e congelamento de investimentos públicos em educação e saúde, a destruição da política de aumento real do salário mínimo, o aumento do desemprego e a precarização das relações de trabalho, entre outras medidas impactam diretamente no aumento da desigualdade racial e social", observa Marcos Paulo Silva, diretor de combate ao racismo da UEE-SP.

Entendendo que a Universidade ocupa um lugar central na formulação teórica do modelo e das ações do Estado, a UEE-SP objetiva organizar uma rede de estudantes e coletivos negros universitários para combater o racismo nas instituições de ensino, na sociedade e organizar um movimento para um projeto de nação soberana e democrática.

Dentre as atividades que estão sendo preparadas para o 2° Encontro, destacam-se o debates sobre o lugar do negro no projeto nacional brasileiro e os novos desafios para o acesso e permanência de estudantes negros na Universidade, além de oficinas e um Festival Cultural de Encerramento.

Confira a programação no site oficial do encontro.

 

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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