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As inscrições podem ser feitas em uma das 32 sedes da organização espalhadas por São Paulo e Rio de Janeiro

Texto / Simone Freire
Imagem / Divulgação

Com foco em jovens e adultos da comunidade negra e moradores das periferias, a Rede de Cursinhos Comunitários da Uneafro abriu as inscrições para os cursos preparatórios para vestibulares, concursos e Enem. Ao todo são oferecidas duas mil vagas em 32 pontos de atendimento nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo.

Totalmente gratuitas, as aulas acontecem em locais comunitários das cidades. Todos os professores também atuam de forma voluntária. A proposta é auxiliar a inserção de mais jovens negros e periféricos nas universidades brasileiras contraponto o atual cenário em que o ministro da Educação, Ricardo Vélez, confirma que o ingresso nas instituições superiores de ensino “devem ficar reservadas para uma elite intelectual [do país]”.

“Nos bairros, periferias, favelas e quebradas de todo Brasil nossa juventude precisa estudar, se alfabetizar, fazer faculdade, arrumar um emprego, ajudar sua família e evitar da violência da polícia. Desempregados precisam se requalificar, mulheres precisam de apoio para se livrar da violência, gerar sua própria renda e alcançar independência, lgtb's precisam ser acolhidos e apoiados na sua luta pela vida e por direitos. É do chão de perto de casa que virá as mudanças que o Brasil precisa”, diz a nota de divulgação da Uneafro.

Neste ano, em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) a Rede oferecerá aos alunos formação extra focada no tema de diversidade, direitos humanos e direito antidiscriminatório, além de formação em Produção e Edição de Vídeo.

Saiba mais:

Inscrições para os estudantes podem ser feitas pelo site https://goo.gl/vcW5Go 

Para ser um professor voluntário acesse: https://goo.gl/zmS8tH 

Você também pode doar recursos: https://goo.gl/brHTyo 

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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