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A poetisa mirim Yasmin Pereira, de 13 anos, escreveu poema em homenagem a todas as mulheres, que fala sobre empoderamento, ruptura com estereótipos sociais e autoaceitação

Texto / Yasmin Pereira
Imagem / Pexels

Carrego no peito o que muitos dizem ser defeito...
Não concordo com o preconceito,
Desse estereótipo sujeito.
Sou cacheada, não enrolada.
Sou gorda, não pesada!
Sou alta, preta, magra, negra... Não tenho regra.

Nem sou estereotipada, sou empodeirada!
Minha melanina pode ser acentuada,
Isto não é razão para piada.
Minha cor, seja ela qual for, não determina minha dor.

Sou flor que floresce, amor que amadurece.
Comigo, a tristeza desfalece.
Sou discriminada, mas não de ficar parada e na vida estacionar,
Sem ir procurar minhas feridas sarar!

A igualdade é o que eu procuro conquistar.
Sou menina, sou mulher, sou o que eu quiser!
Somos como uma planta que temos que regar com esperança,
Pois vivemos em constante mudança.

Quando criança, nasce nossa essência;
Na adolescência temos toda essa vivência;
Quando adulta somos astutas, nossa semente plantamos,
Regamos e esse ciclo não quebramos!

Vivemos, aprendemos, morremos,
Mas nessas sementes nossa marca deixaremos.
Não há um padrão de estética, mas uma organização,
Continuação do que vivemos até aqui então.

Eu, nós iremos crescer, e o nosso melhor querer ser, dar, receber!
O preconceito não terá nenhum efeito,
Pois ele será desfeito, nossa beleza está no que somos,
Não no que temos, contamos com o que realizamos!

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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