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País inaugura Túnel de Desinfecção Massiva e Instituto Nacional de Saúde desenvolve ações para descobrir tratamento

Texto / Guilherme Soares Dias | Edição / Simone Freire | Imagem / Governo de Moçambique

O Ministério da Saúde de Moçambique manifestou-se, nesta segunda-feira (27), preocupado com o grau de circulação de pessoas, a três dias para o fim do estado de emergência decretado para conter a pandemia do Covid-19, o novo coronavírus, no país. "Apesar das medidas decretadas, existe ainda muito movimento alto de pessoas nas vias públicas, nas estradas", disse o ministro da Saúde, Armindo Tiago.

O portal de notícias Sapo destaca que o ministro da Saúde defendeu o reforço das ações de sensibilização, lembrando que o objetivo do fechamento de escolas e estabelecimentos de diversão é reduzir o grau de circulação para conter a propagação da doença. O ministro classifica a implementação do Estado de Emergência como "suficiente", apesar da necessidade de sensibilização e fiscalização nos setores informais para o cumprimento do distanciamento social.

Moçambique, tem um total de 76 casos de infeção pelo novo coronavírus, sem registo de mortes. No continente africanos como um todo, as mortes subiram para 1.423, com 31.933 casos da doença registrados em 52 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia no continente.

Extensão do estado de emergência

O presidente da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), Ossufo Momade, principal líder da oposição, também pediu o prolongamento do estado de emergência. "É uma forma de evitar que atinjamos o nível quatro de restrições, ou seja, confinamento domiciliar, ou chamado ‘lockdown’, que seria catastrófico para todo o país", considerou.

Momade defendeu ainda medidas de apoio às famílias que mais precisam, visando atenuar o impacto social das restrições sugerindo que os serviços de água e energia sejam gratuitos para a população mais pobre e para os funcionários e trabalhadores que recebem o salário mínimo.

Momade acusou as forças de defesa e segurança de se aproveitarem do combate à Covid-19 para cometerem atos de violência contra a população e opositores. De acordo com ele, no distrito de Chibabava, província de Sofala, região Centro, forças de defesa e segurança queimaram casas da população. De acordo com a DW, no distrito de Gorongosa, na mesma província, Momade disse haver pessoas desaparecidas, depois de supostamente terem sido levadas por oficiais das autoridades.

Ações

O Conselho Municipal de Maputo inaugurou, na última sexta-feira (24), o segundo Túnel de Desinfecção Massiva no Terminal Rodoviário da Praça dos Combatentes, conhecido como Xiquelene, para prevenir prevenção da propagação do Covid-19. O próximo lugar a receber o equipamento será o Mercado Central de Maputo, localizado na baixa da Cidade.

O Instituto Nacional de Saúde, por sua vez, informou que está desenvolvendo ações que visam contribuir na descoberta de possíveis meios que possam ajudar no tratamento do novo coronavírus. Uma das ações é avaliar se há imunização a partir da vacina contra a tuberculose.

Já o Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou cerca de US$ 309 milhões para ajudar o país a suprir as necessidades urgentes da balança de pagamentos e fiscais decorrentes da pandemia Covid-19. “Espera-se que a pandemia tenha um impacto significativo na economia, interrompendo uma recuperação nascente após dois poderosos ciclones tropicais que ocorreram em 2019”, informou o órgão internacional.

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