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Após duas décadas afastado da competição, país tem metas ambiciosas para o torneio, que começa no dia 14 de Junho, quinta-feira

Texto / Lívia Martins
Imagem / Getty Images

Banhado pelo Mar Mediterrâneo e o Oceano Atlântico, o Marrocos é parte importante do desenvolvimento da história da humanidade. Nos dias de hoje, o sol rigoroso que incide no Deserto do Saara, na região do Magrebe e em cidades famosas como Tânger, Fez e Casablanca atrai turistas interessados em belas praias. É com essa introdução que se pode dizer, bem-vindos a Marrocos.

Literalmente, tirando a poeira

A seleção de Marrocos carimba sua participação na Copa do Mundo apenas pela quinta vez em sua história. Os marroquinos desta geração também vão quebrar o jejum de vinte anos longe do torneio mundial. Em 1998, data da última participação, o time foi eliminado ainda na fase de grupos.

Para chegar até a Rússia, a seleção disputou ponto a ponto com a poderosa Costa do Marfim nas eliminatórias africanas. A última partida foi justamente contra os marfinenses. Na ocasião, Marrocos tinha um ponto a mais na classificação geral e poderia até empatar no jogo. Porém, a vontade foi tanta que eles deixaram o regulamento de lado e venceram a Costa do Marfim por 2 x 0, com gols de Dirar (Fenerbahçe-Turquia) e Benatia ( Juventus-Itália). O objetivo da seleção na Copa de 2018 é ultrapassar as oitavas-de-final, fase máxima já conquistada pelo país – o feito ocorreu em 1986.

Diáspora marroquina na seleção

Dos 23 jogadores convocados pelo treinador Hervé Renard para a Copa da Rússia, apenas seis nasceram em Marrocos (Tagnaouti, Dirar, Mendyl, Banoun, Bouhaddouz e El Kaabi). Oito atletas nasceram na França (Benatia, Da Costa, Saïss, Belhanda, Fayr Aït Bennasser, Harit e Boutaïb), cinco são da Holanda (Boussoufa, El Ahmadi, Nordin Amrabat, Ziyech e Sofyan Amrabat), dois têm ascendência espanhola (Munir e Hakimi), um é nascido na Bélgica (Carcela-González) e outro no Canadá (Bounou).

Os destaques dos times são os craques Ziyech (Ajax-Holanda), Hakimi (Real Madrid-Espanha) e Benatia (Juventus-Itália). Marrocos está no grupo B e estreia na Copa do Mundo 2018 em 15 de junho contra o Irã. Além do país do oriente, Portugal e Espanha também estão na chave. Hza Saeidaan (boa sorte), irmãos!

Benatia, craque da Juventus (ITA) (Imagem: Getty Images)

Convocados

Goleiros: Munir (Numancia-Espanha), Bono (Girona-Espanha) e Ahmed Reda Tagnaouti (IRT Tánger-Marrocos).

Defensores: Mehdi Benatia (Juventus-Itália), Romain Saiss (Wolverhampton-Inglaterra), Manuel Da Costa (Basaksehir-Turquia, Badr Benoun (Raja Casablanca-Marrocos), Nabil Dirar (Fenerbahçe-Turquia), Achraf Hakimi (Real Madrid-Espanha) e Hamza Mendyl (Lille-França).

Meio-campistas: Mbark Boussoufa (Al Jazira-Emirados Árabes), Karim El Ahmadi (Feyenoord-Holanda), Youssef Ait Bennasser (Caen-França), Sofian Amrabat (Feyenoord-Holanda), Younes Belhanda (Galatasaray-Turquia), Fayçal Fajr (Getafe-Espanha) e Amine Harit (Schalke 04-Alemanha).

Atacantes: Khalid Boutaib (Malatyaspor-Turquia), Aziz Bouhaddouz (Saint Pauli-Alemanha), Ayoub El Kaabi (RSB Berkane-Marrocos), Nordin Amrabat (Leganés-Espanha), Hakim Ziyech (Ajax-Holanda) e Mehdi Carcela (Standard Liège-Bélgica).

 

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
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