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Após hiato de duas Copas, o país quer deixar boa impressão e mostrar que pode jogar de igual para igual com qualquer adversário do mundo

Texto / Lívia Martins
Imagem / AFP

Depois de viajar pelas savanas africanas e conhecer aos poucos o norte do continente, chegamos à última parada.

Sidi Bou Said, vila próxima à capital, Tunes, e lar da histórica Cartago, foi inspiração de alguns quadros de Matisse. O famoso Café des Nattes também foi frequentado por personalidades europeias, como Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre.

De frente para o belo azul do Mar Mediterrâneo, sejam bem-vindos à Tunísia.

As “águias do Cartago”

Voando bem alto e com vontade de fazer bonito na Rússia, a seleção da Tunísia competirá pela quinta vez no mundial. Após ficar ausente nas copas de 2010 (África do Sul) e 2014 (Brasil), o time defendeu com unhas e dentes o sonhado carimbo no passaporte para a Rússia.

Nas eliminatórias, a seleção decidiu a vaga na partida decisiva contra Líbia, a lanterna do grupo. O empate foi suficiente para os tunisianos terminarem a competição em primeiro lugar e arrumarem as malas rumo ao país gelado. O objetivo do grupo na Copa 2018 é conquistar uma vaga nas oitavas-de-final, fato que seria inédito na história da seleção da Tunísia.

Wahbi Khazri (imagem: Getty Images)

De olho na Rússia

O principal nome da seleção é o meia-atacante Wahbi Khazri (Rennes-França). No auge de sua forma física e técnica, o jogador é conhecido por criar diversas jogadas para a equipe e por balançar as redes adversárias. Filho de pais tunisianos e nascido na cidade de Ajaccio, na França, Khazri optou por não esperar uma inalcançável convocação francesa e escolheu a camisa alvirrubra número 10 para defender.

O treinador Nabil Maaloul convocou 23 jogadores para a Copa do Mundo no início de junho. O último amistoso do time antes do mundial foi contra a seleção da Espanha, em 9 de junho. O jogo terminou 1 x 0 para os espanhóis.

A Tunísia está no grupo G e estreia contra a Inglaterra em 18 de junho. Bélgica e Panamá são as outras seleções da chave. Hza Saeidaan (boa sorte), irmãos!

Convocados

Goleiros: Aymen Mathlouthi (Al-Batin-Arábia Saudita), Farouk Ben Mustapha (Al Shabab-Arábia Saudita) e Moez Hassan (Chateauroux-França).

Defensores: Hamdi Nagguez (Zamalek-Egito), Dylan Bronn (La Gontoise-Bélgica), Rami Bedoui (Etoile du Sahel-Tunísia), Yohan Ben Alouane (Leicester City-Inglaterra), Syam Ben Youssef (Kasimpasa-Turquia), Yassine Meriah (CS Sfaxien-Tunísia), Oussama Haddadi (Dijon-França) e Ali Maaloul (Al Ahly-Egito).

Meio-campistas: Elyes Skhiri (Montpellier-França), Mohamed Amine Ben Amor (Al Ahli-Arábia Saudita), Ghaylene Chaalali (Esperance of Tunis-Tunísia), Ahmed Khalil (Club Africain-Tunísia), Seifeddine Khaoui (Troyes-França) e Ferjani Sassi (Al-Nasr-Arábia Saudita).

Atacantes: Fakhreddine Ben Youssef (Al-Ettifaq-Arábia Saudita), Anice Badri (Esperance of Tunis-Tunísia), Bassem Srarfi (Nice-França), Wahbi Khazri (Rennes-França), Naim Sliti (Dijon-França) e Sabeur Khelifa (Club Africain-Tunísia).

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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