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A repórter Lívia Martins preparou um especial para o Alma Preta sobre as seleções africanas classificadas para a Copa do Mundo. Toda semana, divulgaremos o perfil de uma equipe do continente com participação confirmada no torneio. Acompanhe o especial Alma de Futebol

Texto / Lívia Martins
Imagem / Divulgação/Nike

Após quatro anos de espera e preparação, mais uma Copa do Mundo se aproxima. Depois do torneio acontecer no Brasil, o próximo destino das 32 nações classificadas é a Rússia.

A felicidade em jogar, mostrar garra em 90 minutos e defender o manto de cada país é receita de qualquer equipe no torneio.

Mas, se a dedicação, a vontade, e o direito de participar do torneio são os mesmos, então por que a mídia não joga holofotes para todos os times de maneira igual? O olhar da mídia voltado para o Ocidente privilegia as nações europeias e faz com que cheguemos ao campeonato pouco sabendo sobre as equipes asiáticas e africanas.

Por isso, é com muito orgulho e um coração de torcedor pulsante, que a repórter especial Lívia Martins irá trazer um panorama geral dos times africanos que estarão na Copa do Mundo de 2018. Bem-vindo ao Alma de Futebol!

Imagem: Divulgação/Nike

Com vocês, a águia do continente: Nigéria

A seleção nigeriana chega à sexta participação no torneio e tentará superar as oitavas de final, fase mais avançada que o país já conseguiu chegar em jogos de Copa do Mundo.

Conhecidos como “águias verdes”, a maioria dos jogadores convocados pelo técnico alemão Gernot Rohr não joga em nenhum time da divisão local. A equipe conta com 30 jogadores e desses, apenas três atletas atuam em times da Nigéria. O restante atua, majoritariamente, no campeonato europeu. Os principais jogadores da seleção são os atacantes Ahmed Musa (CSKA Moscou-Rússia), Victor Moses (Chelsea - Inglaterra), Alexander Iwobi (Arsenal - Inglaterra) e o meio-campista Jonh Obi Mikel (Tianjin Teda - China).

É até estranho olhar o ponto positivo do êxodo futebolístico, mas a bagagem que os nigerianos adquirem em campeonatos extremamente competitivos, como o inglês e o espanhol, podem ajudá-los na Copa do Mundo.

A Nigéria faz parte do equilibrado grupo D com Croácia, Argentina e Islândia. A oportunidade de bater craques como Messi (Barcelona-Espanha) e os atletas croatas Modric e Kovacic (Real Madrid - Espanha) pode fazer os nigerianos avançarem para as oitavas de final e pegarem uma das seleções do grupo C - Peru, França, Dinamarca ou Austrália.

“A Nigéria quer fazer mais do que apenas passar da fase de grupos. Nós queremos jogar as quartas de final e até mesmo a semifinal. Por que não?”, afirmou Ahmed Musa, CSKA Moscou-Rússia, em entrevista ao site oficial da FIFA.

O bom desempenho e a consistência desse grupo fez da seleção a primeira do continente africano com carimbo no passaporte para a Rússia. O primeiro jogo é em 16 de junho contra a Croácia. Àṣẹ, irmãos!

Convocados:

Goleiros:

Francis Uzoho (La Coruña, Espanha), Ikechukwu Ezenwa (Enyimba-Nigéria), Daniel Akpeyi (Chippa United-África do Sul) e Dele Ajiboye (Warri Wolves - Nigéria);

Defensores:

Abdullahi Shehu (Bursaspor-Túrquia); Tyronne Ebuehi (Ado Den Haag-Holanda); Olaoluwa Aina (Hull City-Inglaterra); Elderson Echiejile (Brugge-Bélgica); Bryan Idowu (Amkar Perm-Rússia); Chidozie Awaziem (Nantes-França); William Ekong (Bursaspor-Turquia); Leon Balogun (Mainz 05-Alemanha); Kenneth Omeruo (Kasimpasa-Turquia); Stephen Eze (Lokomotiv Plovdiv-Bulgária);

Meio-campistas:

Mikel John Obi (Tianjin Teda-China); Ogenyi Onazi (Trabzonspor-Turquia); Wilfred Ndidi (Leicester-Inglaterra); Oghenekaro Etebo (Las Palmas-Espanha); John Ogu (Hapoel Be'er Sheva-Israel); Uche Agbo (Standard Liege-Bélgica); Joel Obi (Torino-Itália) e Mikel Agu (Bursapor - Turquia).

Atacantes:

Odion Ighalo (Yatai- ChinaI), Ahmed Musa (CSKA Moscou - Rússia), Victor Moses (Chelsea-Inglaterra), Alex Iwobi (Arsena - Inglaterra), Kelechi Iheanacho (Leicester-Inglaterra), Moses Simon (Gent-Bélgica), Junior Lokosa (Kano Pillars-Nigéria) e Simeon Nwankwo (Crotone - Itália).

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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