fbpx

Ação considerada inédita da União Africana pede que resultado das eleições realizadas em dezembro no Congo sejam suspensas.

Texto / Da Redação
Imagem / Reprodução

A República Democrática do Congo está sob suspense aguardando a decisão de sua Corte Constitucional acerca dos resultados das eleições presidenciais realizadas em dezembro de 2018.

A Corte iria anunciar sua decisão na sexta-feira (18), no entanto, após um impasse diplomática envolvendo a União Africana, decidiu adiar a divulgação da decisão.

As eleições em dezembro tiveram seus resultados adiados pela comissão eleitoral, que apenas na semana passada anunciou Feliz Tshisekedi como vencedor, com 38,57% dos votos contra Martin Fayulu, que teve 34,8% dos votos.

Fayulu, no entanto, afirma que a eleição foi fraudada através de um "golpe eleitoral" acordado entre Tshisekedi e o atual presidente do Congo, Joseph Kabila, no poder desde 2001.

Insatisfeito, Fayulu entrou com um recurso na Corte Constitucional do país, que acaba de adiar o resultado de sua decisão para o fim do mês.

A União Africana pediu a suspensão dos resultados das eleições tendo em vista que acredita que há sérias dúvidas que pairam sobre o pleito, em uma decisão considerada inédita por fontes ouvidas por agências internacionais.

Essa situação seria uma amostra da gravidade da crise política do país. A União Africana enviará para o Congo uma delegação de alto nível para tentar auxiliar o país a deixar a crise política que se instaurou.

A decisão da União Africana foi aplaudida por Fayulu, que publicou em sua conta no Twitter, nesta sexta-feira (17), uma mensagem dizendo que agradece a decisão do bloco em favor da "verdade e da Justiça no Congo".

Dados vazados durante a apuração e publicados pela mídia internacional, apontam a vitória de Fayulu nas eleições, o que põe ainda mais suspeição sobre a disputa.

A República Democrática do Congo é a líder na mineração de cobalto no mundo. O minério é utilizado para baterias de carro e de celulares. Além disso, o país liderada a produção africana de cobre e também minera ouro e diamantes.

As eleições farão parte da primeira transferência de poder realizada de forma democrática desde 1960. As eleições realizadas em 2006 e 2011 foram por derramamento de sangue em confrontos nas ruas.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

Apoie o Alma Preta e nos ajude a continuar contando todas essas histórias.

Vamos fazer jornalismo na raça!

Sobre o Alma Preta

O Alma Preta é uma agência de jornalismo especializado na temática racial do Brasil. Em nosso conteúdo você encontra reportagens, coberturas, colunas, análises, produções audiovisuais, ilustrações e divulgação de eventos da comunidade afro-brasileira. Nosso objetivo é construir um novo formato de gestão de processos, pessoas e recursos através do jornalismo qualificado e independente.

Contato

E-mail
jornalismoalmapreta(@)gmail.com