Texto: Jair dos Santos para o Bocada ForteFoto: Thiago Rocha


Rashid está envolvido nos preparativos para o lançamento do CD “A Coragem da Luz”, trabalho que representa a fase do MC – artista que já lançou um EP e três mixtapes. De acordo com sua assessoria, o disco estará nas ruas e na web no dia 18 de março. Em entrevista ao BF, o rapper fala sobre seu mais recente álbum e manda uma ideia forte sobre negritude, política e racismo.

Bocada Forte: Em entrevistas e nas redes sociais, você fala sobre as experimentações que estão em seu mais recente trabalho. Jazz, trap, zouk, mpb, entre outros estilos, formam seus raps. A sabedoria popular diz que só as pessoas mudam as pessoas. Em sua carreira, quais foram as pessoas que apresentaram esse universo cultural que compõe seu disco?
Rashid: Eu sempre escutei muitas coisas diferentes, até devido à influência familiar. Gospel, samba e bastante R&B pop americano com minha mãe, e na casa do meu pai se ouvia de tudo, de Queen à Tim Maia. Aprendi a gostar de várias coisas, mas quando conheci o rap, me isolei e só escutava rap. Acho que essa fase é comum, é a febre da descoberta.

Quando passei a entender o rap, voltei a escutar de tudo, por perceber a importância disso dentro da nossa cultura. 
Quando comecei a fazer o álbum, queria trazer isso à tona, mostrar as minhas influências de uma forma natural, sem perder o peso. E pessoas que conheci nessa jornada me ajudaram a encontrar esse caminho, pra não parecer um álbum “forçado”, mas sim musical como realmente o rap é.

Julio Mossil – que é o diretor musical do projeto junto comigo, e diretor artístico – é um excelente músico, foi essencial no processo. Alexandre Carlo, do Natiruts, é um grande parceiro que não poupa conselhos musicais e fez uma grande faixa pra nós. 
Max de Castro também é muito talentoso e não poupou esforços pra fazer um “músicão”. Mas tem uns parceiros que me aconselharam muito a seguir por esse caminho quando comecei a falar do álbum… Emicida e Criolo são caras que sempre querem apresentar sons e artistas novos, e até o próprio Mano Brown. Quando fui pro Texas ele disse: “Num vai só nos eventos de rap não, vai em outros lugares, onde tá a música dos preto!”

Obviamente, seguimos o conselho.

Rashid2 Capa do novo disco de Rashid. Trabalho será lançado no dia 18 de março. (Foto: Eric Ruiz Garcia. Arte: Felipe Barros)

Bocada Forte: Em seu novo CD, prevalece a força e a temática vinda do ponto de vista de um artista negro num país racista? Em algum momento da sua carreira percebeu que a mídia escolheu um local neutro para tratar da sua arte, ignorando sua origem?
Rashid: Minha música, independente da situação ou do tema, sempre vai refletir esse ponto de vista,  porque é fruto do ambiente em que vivo e no qual fui criado. Mesmo quando o tema é mais leve ou mais descontraído, a perspectiva ainda é essa. Sobre a mídia, no geral ela não tá ligando muito para as origens dos artistas, especialmente os artistas negros. Exceto em um programa (pauta) ou outro direcionado a esse assunto, ou alguns jornalistas/apresentadores que realmente são interessados em mostrar esse lado da arte. Essas pessoas existem e geralmente fazem a diferença onde passam. A vantagem do rap é que nossas origens geralmente estão claras nas letras, então a gente já larga na frente.

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Bocada Forte: Em entrevista ao Mixme, você fala que o artista do rap é muito cobrado e que não é justo exigirem que os rappers falem apenas de questões sociais. Na entrevista, você fala de direito de escolha, de expressão. Qual sua escolha? Fazer um disco sem nenhum teor político é algo que seja possível para Rashid?
Rashid: Minha escolha é fazer uma música relevante e essencial. Eu escolhi falar sobre questões sociais e raciais no meu som, mas acredito muito no poder da decisão, senão os artistas de rap continuarão sendo mais cobrados do que os políticos.

A cobrança é tão forte que até mesmo antes de um(a) MC conseguir se erguer e tirar a corda do pescoço, já estão cobrando dele que ele ajude alguém. Sendo que, não importa quanto dinheiro ou tempo ele(a) invista num projeto social, seu maior trabalho social sempre será a sua arte. Essa cobrança, esse peso, eu acho injusto. Mas, na minha visão, também seria injusto eu crescer onde cresci, me tornar alguém na vida e não trazer nada de bom de volta pro meu bairro. Só que isso foi minha escolhaSobre fazer um disco sem nenhum teor político, talvez no dia em que não precisarmos mais falar sobre isso. Mas se esse dia chegar, o que é utópico, acho que ainda teremos outras questões pra resolver.

Bocada Forte: Artistas do mundo rap e pop dos EUA – que influenciam diretamente os artistas brasileiros – estão demonstrando em suas músicas a face da desigualdade racial naquele país. Acredita que não tem mais como ficar neutro e simplesmente fazer arte pela arte num momento como esse?
Rashid: É sempre possível fazer arte, porque a arte é isso. É o reflexo do que o artista pensa, sente, enxerga, escuta, etc… O que é difícil é a arte não refletir o que vem acontecendo. Essas apresentações do Kendrick – totalmente artísticas e cheias de “socos no estômago” – , a apresentação da Beyonce no Super Bowl (e o clipe), Common e John Legend com “Glory”, o próprio “Watch The Throne”, do Jay Z com o Kanye West, que também já vinha carregado de orgulho negro, e por aí vai… Isso falando de coisas que saltam aos olhos nos sites e blogs, sem falar do que acontece nas ruas e no underground. É tudo arte e tudo reflete a situação e a visão dos caras.

Uma vez na imigração, entrando em Atlanta (EUA), durante a entrevista, a agente federal que nos entrevistava perguntou o que eu fazia e, quando eu disse que fazia rap, ela se surpreendeu e até pediu pra eu rimar. Depois que eu rimei, ela, negra e ativista, me disse que seria legal a gente fazer um rap como esse “Glory” do Common, e eu respondi que o rap no Brasil é 90% voltado pra esse tipo de tema. Ela pirou. Acabei entregando um CD pra ela e ganhando uma fã, que alguns dias depois postou videos no Instagram cantando meu som. A questão é que os caras estão voltando, mas nós sempre estivemos aqui. Fazendo arte e diferença.

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Bocada Forte: Vimos notícias de manifestações racistas em shows de Jorge Benjor, Seu Jorge, entre outros artistas negros. Artistas e profissionais globais negros também são frequentemente atacados quando assumem uma posição diante do racismo. Acha que os brancos racistas pensam: “estou pagando por entretenimento, parem de nos incomodar com sua história” ?
Rashid: Eu acho que você colocar a verdade na frente de uma pessoa que tá acostumada com a mentira incomoda mesmo. É uma brasa na ferida.
Acho que existem vários tipos de pensamentos da parte desses. Tem os que não ligam mesmo: “danem-se vocês, seus ancestrais e sua história”. Sem dúvida esses existem.

Existem os que vivem num mundo de sonhos e acreditam piamente que o racismo não existe, até porque não são eles que sofrem com isso. E tem a “nova” (velha) onda dos que jogam a culpa do racismo sobre nós, é o “vitimismo”, é o “não pode falar nada que é racismo”, etc. Essas pessoas normalmente não sabem nada sobre elas ou suas origens, e também não sabem o que é plantarem tanta dúvida na sua mente sobre você mesmo e o que você representa…que chega um ponto em que você quer, precisa e tem que saber tudo sobre sua história. Tanto pra bater de frente com elas e seus argumentos infundados, quanto pra bater de frente com suas próprias dúvidas.

Bocada Forte: Acha que rola algo semelhante na cena rap? Acredita que rappers brancos respeitam a história negra e as raízes da cultura hip hop…ou muitos acham que esse papo é puro “mi mi mi”?
Rashid: Tem vários rappers brancos que estudam a fundo a história. Respeitam, propagam e levam isso em seus sons. Até porque vários deles tem raízes negras também, então trazem isso de casa. Mas não é preciso pensar muito pra perceber e ver que tem vários outros que também não ligam pra isso. Não sei o que eles pensam, só sei que não pensam nisso. Alguns não conhecem nem mesmo a história do hip hop, do rap. Faltaram nessa aula.

Bocada Forte: Seu novo trabalho tem participações de figuras influentes na cena da música preta, como Criolo, Alexandre Carlo, Max De Castro, Parteum, Mano Brown. O que significa para você trazer essa mescla? Achou que isso poderia acontecer um dia?
Rashid: Sonho com esse momento desde sempre, mas sinceramente, não sei se esperava que isso fosse acontecer tão rápido. São caras que respeito muito e me influenciam demais, cada um a sua maneira. Gênios. Acho que isso é lindo porque demonstra os elos unidos visando uma continuidade. Trabalho pra representar pra alguém no futuro o que esses caras representaram/representam pra mim e, sem dúvida, esse episódio é uma grande motivação.

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Bocada Forte: Levar sua mensagem de esperança, principalmente para uma geração que o rap das antigas não consegue atingir. Sei que nenhum artista gosta de se sentir pressionado, mas você tem noção da sua responsa?
Rashid:  Às vezes a gente conversa sobre isso aqui entre nós da equipe, mas eu não penso nisso com frequência. Não quero ter isso em mente na hora de fazer música, quero apenas fazer minha música e colocar minhas ideias pra fora. Porque sei que foi assim que esses meus ídolos se tornaram o que são, sendo eles mesmos.

Bocada Forte: Os jovens estão mais politizados hoje? Como encara os últimos acontecimentos, como as ocupações nas escolas em São Paulo?
Rashid: Uma parte da molecada tem prestado mais atenção na política. Uns com uma visão meio torta das coisas ainda, outros buscando mais informações e enxergando de forma mais clara, mas no geral isso é positivo. As ocupações nas escolas merecem estar nos livros de história para as próximas gerações.

Sem falar no banho político que eles deram nos adultos né?! Ao passo que em tempos atrás as manifestações contra o aumento da passagem de ônibus foram totalmente redirecionadas à “coisa nenhuma” depois que a passagem abaixou, com cada um indo pras ruas com um cartaz defendendo sua própria causa. Os alunos se uniram , mesmo estando em pontos diferentes, falaram a mesma língua e resistiram até alcançarem o objetivo. Incrível.

Rashid6 Criolo, Max de Castro e Mano Brown. Referências negras que participam do CD de Rashid.

Bocada Forte: O genocídio da juventude negra prossegue. Acha que os jovens negros têm noção que são o principal alvo da PM? No que o rap e o hip hop podem contribuir pra mudar essa parada?
Rashid: 
Acho que a coisa está dividida: boa parte sabe que é alvo, outra parte não se atentou a isso ainda. Uma questão difícil, quando você pensa que a opinião da juventude é formada de influências externas e experiências pessoais. Mas e quando a influência fala mais alto que a vivência? Você fica preso a um mundo que não é seu. Dependendo da influência, isso pode te botar pra baixo ou pra cima.

Tem gente que passa a vida toda sem perceber que sofreu racismo, assim como tem gente que passa a vida toda achando que é “moreninho”. Não se compreende, não se aceita, não se descobre. 
A tal da miscigenação no Brasil colaborou pra isso, muita gente não sabe o que é. Então como essa pessoa vai saber que ela também é um alvo?!!

O hip hop e o rap sempre tentaram propagar o conhecimento: de causa e de si próprio. Isso me ajudou muito e ajudou muita gente por aí também. Acho que essa é parte da nossa missão, além do alerta, é claro. 
O gigante acordou, dormiu de novo, roncou, se mexeu, mas nós estamos aqui. Porque nós somos o relógio, o despertador.

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Texto: Thamyra de Araújo / Foto: Divulgação

O projeto GatoMÍDIA hospedará em março uma residência em Mídia e Tecnologia: Favelado 2.0 – Construindo Gambiarras para o Futuro. Durante duas semanas, vinte jovens selecionados participarão de rodas de convivências nos seguintes temas: fotografia 2.0, roteiro para programa no youtube, construção de texto criativo, ativismo na web, cobertura colaborativa, mídia social, criatividade 2.0, fanzine 2.0, hackeando o facebook, elaboração de projetos e empreendimento de ideias. Durante a residência também será produzido pelos participantes um documentário sobre jovens inovadores do Brasil a partir da perspectiva da favela como um território fértil e inovador capaz de produzir soluções criativas para os problemas da cidade.

Se você é morador das favelas cariocas, entre 14 e 29 anos, você pode participar desse movimento. Os encontros serão no período da tarde, das 14h às 18h, no Complexo do Alemão, e oferecerão uma bolsa auxílio de R$ 500 para cada participante.

As rodas livres serão ministradas por uma equipe de favelados inseridos na cultura de rede e que desenvolvem projetos autorais em plataformas digitais. Entre os convidados está: João Lima, jornalista e fotodocumentarista, Mayara Donaria, Conselheira da Juventude do Rio de Janeiro, Marcelo Magano, ator e comediante, Raull Santiago, mídia ativista e integrante do Coletivo Papo, Thamyra Thâmara, jornalista e idealizadora do projeto GatoMÍDIA, Daiene Mendes, criadora do FaveLê, Luis Henrique, fotógrafo e integrante do Foto Clube Alemão, Thainã Medeiros, Meu Rio e Coletivo Papo Reto, Enderson Araujo, criador do coletivo Mídia Periférica e membro do Conselho Curador da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), Carla Siccos, editora do jornal virtual CDD Acontece, Ana Cipriano, criadora do PPG Informativo - Jornal Virtual do Pavão Pavãozinho e Cantagalo e Lucas Pelegrineti, design e animador.

A ideia é empoderar cada vez mais a cultura colaborativa na favela estimulando cada um a compartilhar conhecimento com outro, fortalecendo assim uma cultura de rede local de Favelados Conectados construindo seu próprio futuro.

GatoMídia Atividade coloca a juventude periférica em contato com as plataformas digitais

Sobre o GatoMÍDIA:  O GatoMÍDIA é um projeto de convivência e aprendizado em novas mídias para jovens de espaços populares, que existe desde 2013 no Complexo do Alemão, tendo como objetivo estimular que jovens e negros possam produzir sua própria comunicação, possibilitando diferentes narrativas, visibilidade e oportunidades. Conheça mais: http://migre.me/sS0KG

Sobre a Fundação Via Varejo: A Fundação Via Varejo é o braço responsável pelos investimentos da Via Varejo em ações que incentivam e promovam o desenvolvimento de colaboradores e também da sociedade. São três os pilares que estruturam as atividades incentivadas pela Fundação: Social, Cultural e Esportivo. Conheça mais: http://migre.me/sT8ac

Sobre o Common Action Forum: O Commun Action Forum (CAF) é uma fundação internacional sem fins lucrativos com sede em Madrid, Espanha, em 2015. CAF funciona como uma rede global que reúnem proeminentes e especialistas de diversas origens, incluindo academia, política, mídia, sociedade civil e cultura emergente. Uma fundação internacional que visa moldar soluções alternativas para os problemas sociais e políticos e as desigualdades econômicas, a fim de fortalecer a cidadania.Conheça mais:  http://migre.me/sT8n2

Texto: Laís Semis, para o Mês da Cultura Hip Hop Centro / Foto: Vinicius Martins

Baixada do Glicério recebeu seis horas de atividades culturais no primeiro dia de programação

28 de fevereiro - No cruzamento da Rua São Paulo com a Rua Sinimbu, na Baixada do Glicério, o trânsito foi interditado pra receber o primeiro dia de atividades do Mês da Cultura Hip Hip do Centro de São Paulo. A celebração de abertura do evento reuniu cerca de 20 atrações em seis horas de atividades.

O evento começou com discotecagem, grafitti e improvisos. Getô, o haitiano, foi o primeiro a assumir o microfone. Logo após, subiram no palco Fino DFlow, Xandão Cruz, Tiely Queen, Pretologia e Livia Cruz, que dividiu sua apresentação com Brisa Flow. E, empunhando livros como armas para questionar os estereótipos, Banks e Cérebro da Back Spin Crew trouxeram a poesia falada (Spoken Word) dos Slans. A discotecagem ficou por conta do DJ Edi e do DJ MS Pretologia.

A Cypher de Breaking reuniu não só as atrações Catatau, Aranha, Major, Ingrid e Tsunami All Stars, como foi tomada pela criançada que também arriscou alguns passos na roda. Enquanto isso, o graffiti rolava pelos muros e paredes dos casarões nas proximidades com Tota, Nene Surreal, e Oxil.

Como centro expandido, o Glicério interlocuta com o tema que guia o Mês do Hip Hop: a Diáspora Africana. Nas diásporas cotidianas que guiam a cidade, a região é uma das muitas negligenciadas pelo entorno. “Esse local foi escolhido para a abertura devido ao fato de ser um local muito carente aqui no Centro. Uma das partes mais pobres do Glicério, essa é uma das ruas mais carentes”, explica Parça JD, membro da produção do evento, nascido e criado nessa Baixada. “Aqui, as crianças não tem nada para curtir. Elas inventam, correm pra lá e pra cá, se arriscam no meio da rua, no trânsito, porque não tem uma distração. A gente trazendo esse evento já pega a atenção da molecada e mostra também uma outra opção de vida, porque o Hip Hop é um estilo de vida”, continua JD.

Para ele, as expectativas para o Mês da Cultura Hip Hop são as melhores possíveis. “A pessoa que não tem nada em mente, ela está sujeita às piores coisas que aparecerem pra ela. O Hip Hop é importante porque ele resgata quatro opções: o breaking, o DJ, o MC e o grafitti. A criança, se ela não gostar do rap, ela vai gostar da pintura ou da dança... A cultura, assim como o esporte, é importante. É uma porta que pode abrir várias”, reflete JD.

Parça JD (Novo: Vinícius Martins)

Amarilda Aparecida, moradora da região, concorda. “É uma coisa diferente, que envolve bastante a comunidade. Aqui não dá muito para as crianças ficarem brincando e quando tem eventos assim, fecha a rua e fica uma área para elas se divertirem”, ela diz. “Se tiver outras atividades assim, eu com certeza vou participar. Se tivessem mais eventos assim, seria melhor. A gente agradece. Quanto mais tiver, melhor”.

Confira a cobertura fotográfica:


28/02 - Celebração de Abertura - Baixada do Glicério

O Mês da Cultura Hip Hop Centro segue até o dia 15 de abril. Para acompanhar a programação, siga a página do evento no Facebook em: www.facebook.com/meshiphopsp



 

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