Mostra gratuita reúne 50 obras dos artistas Adriano Bizonho, Harry Borges, Jhenivan Aguila, Ricardo Negro, Thais Xavier e William Mangraffi

Texto / Nataly Simões | Edição / Pedro Borges | Imagem / Divulgação

Na quarta-feira, 20 de novembro, data em que é celebrado o Dia da Consciência Negra, haverá a estreia da exposição “Linhas que Conectam”, na região do Grajaú, na Zona Sul de São Paulo.

A mostra gratuita traz 50 obras dos artistas Adriano Bizonho, Harry Borges, Jhenivan Aguila, Ricardo Negro, Thais Xavier e William Mangraffi. Os trabalhos estarão divididos em quatro categorias: pintura em tela, desenho - pintura em aquarela, esculturas e posters.

“A imagem que dá origem à exposição é a de uma criança soltando pipa. A linha é um fio condutor de felicidade e alegria que conecta pessoas e lugares”, destaca Ricardo Negro.

Essa é a primeira exposição da Galeria Nega. O lugar escolhido foi a sede do Cedeca (Centro de Defesa da Criança e do Adolescente) de Interlagos, localizado na região do Grajaú, a fim de provocar a discussão sobre o fluxo da produção e o consumo de arte na maior cidade do país.

O Cedeca é um espaço que se tornou referência nas periferias da Zona Sul por receber espetáculos, exposições e demais eventos voltados à cultura periférica.

“Queremos fomentar o trânsito inverso para que moradores do centro e de outras regiões conheçam uma exposição de excelente qualidade na quebrada. E também tornar a arte acessível para as pessoas da nossa região”, explica Ricardo Negro.

Os visitantes também poderão comprar posters das obras de Ricardo Negro, assinadas e emolduradas.

Os artistas

Adriano Bizonho: Grafiteiro há mais de 15 anos e morador do Cocaia, no Grajaú, seus trabalhos artísticos são murais em graffiti e algumas pesquisas em pintura em tela. Como característica, suas obras têm bonecos e personagens diversos em tons de azul. Atualmente, é educador na Fundação Casa e integrante do coletivo Salve Selva.

Harry Borges: O artista plástico e grafiteiro é uma referência para muitos jovens da região do Grajaú. Formado em artes plásticas, foi um dos fundadores do ateliê Daki e do coletivo Salve Selva. Atualmente é educador e desenvolve sua pesquisa com pintura em ateliê e graffiti.

Jhenivan Aguila: Escultor, pintor e artista visual de formação, pesquisa sobre espiritualidade e arte. Atualmente, se dedica a projetos diferenciados dentro do Ateliê Aguila e, em suas obras, retrata “mirações” e “visões” , por conta de sua experiência com a medicina ayahuasca.

Ricardo Negro: Formado em artes visuais, desenvolve estudos sobre as periferias do
país. Já participou de diferentes projetos e exposições, como “Retratos do Brasil” com as Havaianas e “A Arte que Transforma” com AES Eletropaulo. Se dedica à pesquisa com pintura e com a gestão da galeria Nega.

Thais Xavier: Iniciou sua pesquisa com graffiti e tatuagem e, posteriormente, migrou para pintura em tela. Realiza uma pesquisa em arte e espiritualidade e desenvolve projetos no Ateliê Aguila, localizado no Cocaia, bairro do distrito do Grajaú.

William Mangraffi: Grafiteiro e artista plástico de formação, foi um dos fundadores do Ateliê Daki e do coletivo Salve Selva. Se dedica à arte-educação, pesquisa com pintura e ao graffiti sobre a cultura negra.

Serviço:

Exposição “Linhas que Conectam”

Data de abertura: 20 de novembro, quarta-feira, das 19h às 22h

Visitas agendadas de 21 de novembro a 2 de dezembro

Local: Cedeca Interlagos | Rua Nossa Senhora do Nazaré, 51, Cidade Dutra, São Paulo - SP

Acesso por ônibus: Linhas - Terminal Grajaú, Terminal Varginha, Jardim São Bernardo, Jardim Gaivotas, Cantinho do Céu ou qualquer outra que passe pelo bairro cidade Dutra, em frente ao supermercado Sonda.

Acesso por metrô: Descer na estação Grajaú da linha 9 da CPTM, pegar a linha de ônibus Brás e descer na cidade Dutra, no ponto do supermercado Sonda.

Para mais informações, entre em contato com o artista e organizador Ricardo Negro por meio do telefone 1199755-1757.

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