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O objetivo é oferecer para a comunidade referências da luta antirracismo; organização do curso também realiza neste fim de semana o lançamento de duas obras literárias voltadas à temática negra

Texto / Nataly Simões | Edição / Pedro Borges | Imagem / Bruno Itan/Olhar Complexo

No sábado, dia 2 de novembro, o professor de história e escritor Abisogun Olatunji Oduduwa ministra um curso gratuito sobre pan-africanismo no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.

O objetivo do curso é oferecer para a comunidade referências da luta antirracismo e criar estratégias para a sobrevivência das populações expostas à violência no Rio de Janeiro.

Entre as referências do pan-africanismo, estão pensadores negros como John Henrik Clarke, Marcus Garvey, Frantz Fanon, Cornel West e Kwame Nkruma.

A iniciativa é organizada pelo coletivo Kilombo Favela Rua com o apoio do Ocupa Alemão: Favela Quilombo e a Escola Quilombista Dandara dos Palmares. Os interessados em participar devem entrar em contato com a organização, via WhatsApp, por meio do número (21) 98962-9804.

Debate e lançamento de obras literárias

Um dia antes, na sexta-feira, 1 de novembro, às 18h, os coletivos realizam no Museu da História e da Cultura Afro-brasileira, no bairro Gamboa, o lançamento dos livros “Pan-africanismo: Apontamentos e Reflexões” e “Às Irmãs: Mulheres Africanas na Revolução Preta Mundial”.

Para a apresentação das obras, haverá um debate com o autor Abisogun Olatunji Oduduwa e a integrante do Ocupa Alemão: Favela Quilombo, Zilda Chaves. Confira mais informações na página do evento no Facebook.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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