Encontro, organizado pela União dos Coletivos Pan-Africanistas de São Paulo (UCPA), faz um resgate da trajetória de Malcolm X, um dos principais ativistas do século XX.

Texto / Pedro Borges
Edição de Imagem / Pedro Borges

“O legado pan-africano de Malcolm X” é tema de debate no dia 19 de Maio, data que marca o nascimento de um dos maiores líderes do movimento negro no século XX. Das 18h às 21h30, na Galeria Olido, Avenida São João 473, Centro, Milton Barbosa, Movimento Negro Unificado (MNU), Caroline Amanda Lopes Borges, Coletivo Negro Carolina de Jesus, e Abisogun Olatunji, União dos Coletivos Pan-Africanistas de São Paulo (UCPA), coordenam a reflexão sobre a vida e a luta de Malcolm X.

O ícone foi assassinado em 21 de Fevereiro de 1965, aos 39 anos. Quando pequeno, seu pai, Earl Little, foi executado pela Ku Kux Klan e sua mãe foi obrigada a conceder a guarda de Malcolm e de todos os seus irmãos ao Estado norte-americano.

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A história de uma das principais figuras do século XX se transformou no Harlem, onde ele enfrentou as diversas barreiras raciais impostas a um jovem negro. Depois de se envolver com o crime e ir preso, Malcolm mudou sua vida no cárcere ao conhecer o Islã através de um colega e uma série de teóricos e ativistas por meio da leitura. Quando saiu da prisão, o jovem estava pronto para ser um dos principais nomes da luta anti-racista no mundo.

O evento visa discutir o posicionamento combativo de Malcolm X na luta contra o racismo e a supremacia branca. Caroline Amanda credita ao líder do movimento negro as posições de autodeterminação e autodefesa do povo negro. De acordo com Abisogun, “é impossível sentir vergonha ou se assustar diante do homem branco depois de conhecer e apreender a vida, os pensamentos e a obra do irmão Malcolm”.

Caroline Amanda acredita que Malcolm X deva ser um espelho para a formação política do povo negro e ressalta o seu legado para a luta das mulheres. "O Malcolm se lança afirmando que as mulheres negras são as mais afetadas em todo o sistema racista, não só nos EUA, mas no mundo. Os homens negros reconhecerem isso é fundamental". Para a integrante do Coletivo Carolina de Jesus, ele apresentou a humanidade do homem negro como parte do ato de proteger sua família e as mulheres negras do seu entorno.

A entrada para a atividade é gratuita e os organizadores pedem para os interessados levarem alimentos para uma confraternização coletiva. O encerramento do encontro fica por conta da apresentação dos grupos Q.I Alforria e Rogério ZL.

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