Texto e Edição de Imagem: Pedro Borges

Encerramento dos encontros acontece com show de Buia Kalunga

O Kilombagem, grupo político do movimento negro, e o Aparelha Luzia organizam encontros de formação sobre política, democracia e racismo na Rua Apa, 78, sede da Aparelha Luzia. As inscrições são gratuitas.

Nos dias 18 e 19 de janeiro, Jaqueline Conceição, articuladora do Coletivo Dijejê e mestra em Educação, coordena o debate “Raça, Classe e Gênero: O que Angela Davis quis dizer com isso afinal?”. Na abertura do curso, discute-se como Ângela Davis operacionaliza o conceito de liberdade a partir das contribuições da Teoria Critica da Sociedade. Na noite seguinte, a discussão se trata sobre os aspectos metodológicos da obra “Mulher, Raça e Classe” de Davis.

Na semana seguinte, nos dias 23 e 24 de janeiro, Márcio Farias, mestrando em psicologia social na PUC e educador do Museu Afro Brasil, ministra o encontro ““Capital, Trabalho, Racismo e Imigração”. Na terça-feira, o diálogo aborda os elementos estruturais do processo migratório sob a égide do capital, bem como sua face contemporânea em relação ao centro do capital e à periferia. No dia 24, a conversa é sobre a inserção do Brasil na globalização e as múltiplas veredas do processo migratório para o país.

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Márcio Farias indica a importância de debater política, democracia e racismo de maneira conjunta, porque essas são esferas que se conectam e que tem o racismo como problema central. “Para militantes sociais que aspiram uma transformação radical, o alerta de Clóvis Moura nos idos dos anos de 1980 ainda é pertinente: a população negra no Brasil é o setor mais democrático (somado aos indígenas) porque é um único capaz de mostrar que o rei está nu! A democracia burguesa e sua farsa representativa só podem ser questionadas veemente por aqueles que nunca serão contemplados nessa versão fajuta de organização política”.

O curso propõe uma reflexão sobre todas essas temáticas a partir de uma crítica ao capitalismo e de uma proposta de superação desse modelo econômico. Para Marcio Farias, é impossível superar o racismo dentro da sociedade atual. “O capitalismo nunca superará o racismo, por mais que tente. Por sua vez, ao povo preto lhe cabe seu papel de vanguarda diante da oposição ao sistema. Não por uma essência, mas pela forma que esse grupo social se inseriu nessa história toda chamada capitalismo”.

No dia 26, quinta-feira, Buia Kalunga, ao lado de convidadas e convidados, apresenta “Beneditas” por meio de intervenções artísticas musicais e poéticas.

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