Texto: Divulgação / Edição de Imagem: Vinicius Martins

De 31 de janeiro a 4 de fevereiro, oficina propõe imersão em um ambiente inter-mídia tendo como base os procedimentos das artes e culturas que emergem no Atlântico Negro e seu diálogo com as tecnologias digitais de som e imagem

No fim do mês, a mostra Motumbá: Memórias e Existências Negras, que segue até março no Sesc Belenzinho, promove a oficina ‘Imersão no Ciberterreiro’ entre 31 de janeiro e 4 de fevereiro. O curso, promovido pelo Coletivo Black Horizonte, tem como mote um ditado africano que diz: "Deus começou a criação e cabe a nós continuá-la", usada para se referir ao oficio do “tecer”.

O coletivo é composto por artistas ligados a distintas formas de expressão, como música, dança e artes visuais. Em suas performances, resgatam as artes, tecnologias e filosofias presentes nos quilombos urbanos e rurais formados a partir da diáspora africana. Nesse novo trabalho, o grupo propõe a experiência do rito, do sagrado e da celebração, tomando como inspiração as relações entre corpo, som, imagem e movimento presentes no candomblé, umbanda, rodas de samba, danças urbanas, capoeira e reinados.

Realizada desde novembro, a mostra integra diversas linguagens artísticas e ações culturais para apresentar um panorama das poéticas, estéticas e temáticas produzidas e interpretadas por grupos e artistas negros ou periféricos. Até março, reúne no Sesc Belenzinho apresentações de teatro, dança, música e literatura, entre outros gêneros artísticos.

Imersão no Ciberterreiro

Com Gil Amâncio e Gabriela Guerra (NEGA - Núcleo Experimental de Arte Negra e Tecnologia)

A oficina propõe imersão em um ambiente intermídia, tendo como base os procedimentos das artes e culturas que emergem no Atlântico Negro e seu diálogo com as tecnologias digitais de som e imagem. O objetivo é compartilhar os processos de criação do Coletivo Black Horizonte e experimentar, a partir de exercícios de improvisação, a criação de narrativas sonoras, visuais e coreográficas.

De 31/1 a 3/2, terça a sexta, das 19h às 22h
Dias 4 e 5/2, sábado e domingo, das 14h às 18h

Espaço de Tecnologia e Artes Visuais
Não recomendado para menores de 16 anos
Grátis

Início das inscrições: 5/1 (quinta), pessoalmente, a partir das 14h, no 1º pavimento.

Sobre Gil Amancio

Gil Amancio iniciou sua carreira profissional em 1976 atuando no espetáculo "O Coronel de Macambira" sob a direção de José Luiz Ribeiro. Desde então seus trabalhos como músico, ator, produtor musical e compositor tem alcançado o reconhecimento da crítica local, nacional e internacional. Ganhou o prêmio de Melhor Trilha Sonora com os espetáculos "Grande Sertão Veredas" "Vida de Cahorro" da Cia Sonho e Drama e "Quilombos Urbanos" da Cia SeráQue?. Em 2002 foi indicado para o premio de melhor trilha sonora no Festival de Cinema de Gramado com o filme "Uma Onda no Ar" de Helvécio Ratton. Como artista, participou de festivais e residências no Senegal, Berlin, Havana, Lion, Cordoba, Caracas, Biel e foi idealizador e curador do FAN - Festival de Arte Negra de Belo Horizonte. Gil Amancio atuou ao lado de músicos como Milton Nascimento, Marcus Vianna, e Renegado. E como produtor musical do disco "Ta Caindo Fulô" do grupo Meninas de Sinhá ganhou o Prêmio Tim de música e Prêmio Aval da Petrobras. Fundador do NEGA - Núcleo Experimental de Arte Negra e Tecnologia e Co-fundador do Coletivo Black Horionte. É professor de Trilha Sonora do curso de Teatro do CEFAR. Atualmente é consultor artístico do Plug Minas.

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