Em entrevista para o Alma Preta, pesquisadora da Universidade da Califórnia (Irvine) analisa a apropriação cultural na dimensão individual, mercadológica e história. Para Funmi Arewa, o colonialismo é um dos pontos de partida principais para a discussão de apropriação e empréstimos culturais.

Entrevista e tradução / Vinicius Martins
Imagem / UCI Law/Reprodução

O debate sobre apropriação cultural vai e vem de tempos em tempos. Basta uma faísca no mundo pop ou uma imagem polêmica viralizar nas redes sociais para que a discussão se inflame novamente. Entre um mar de debates, acusações, likes e textões intermináveis, a pergunta central da discussão ainda permanece na cabeça de muitas pessoas, sejam elas brancas ou negras: afinal, o que é apropriação cultural?

Para responder essa difícil e delicada questão, o Alma Preta entrevistou Funmi Arewa, professora de Direito da Universidade da Califórnia (Irvine). A pesquisadora é especialista em propriedade intelectual e direito autoral e se dedica a entender os desdobrados na cultura afro-americana e africana nos mercados da indústria do entretenimento. Para Funmi, é impossível barrar ou policiar o que ela chama de empréstimos culturais - ou simplesmente os usos cotidianos - feitos no fluxo de produção cultural e criativa da humanidade.

Por outro lado, a pesquisadora afirma que os empréstimos feitos em contextos comerciais e a herança do colonialismo expõem contradições importantes e mostram como o racismo e a apropriação cultural atuam lado a lado. 

“Durante o século XX, vimos uma significativa mercantilização da música afro-americana, que se tornou uma fonte dominante de música popular em todo o mundo. Nós também vimos padrões contínuos de exclusão de músicos afro-americanos na esfera musical em formas variadas ao longo do tempo”.

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